A distribuição e a aplicação das vacinas estão sendo controladas através de protocolos direcionados pelo Ministério da Saúde - reprodução do instagram
A distribuição e a aplicação das vacinas estão sendo controladas através de protocolos direcionados pelo Ministério da Saúdereprodução do instagram
Por O Dia
Rio - As empresas privadas que planejavam comprar vacinas contra a covid-19 para seus funcionários estão reavaliando a iniciativa após a repercussão negativa na sociedade e entre profissionais de saúde, além de divergências quanto ao percentual que teria que ser doado ao Sistema Único de Saúde (SUS). A apuração é do jornal Valor Econômico. 
A iniciativa seria inicialmente composta por pelo menos 72 grandes empresas, como Vale, Petrobras, Gerdau, Itaú e Santander, que planejavam se unir em um consórcio para comprar 33 milhões de doses da vacina de Oxford para seus funcionários e distribuir uma parte delas para o SUS. No entanto, questões de planejamento, logística e a o próprio impacto negativo na imagem da empresa diante da sociedade estão complicando as negociações. 
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Uma das preocupações, por exemplo, é que a compra possa inflacionar o preço das vacinas no mercado, dificultando a aquisição delas por outros meios.
Nesta quarta-feira, o governo chegou a afirmar que não tinha objeções contra a compra de vacinas por empresas privadas, "desde que respeitados os trâmites e especificidades normativos impostos pela legislação brasileira, inclusive os regulamentos de importação, alfandegários, sanitários e, sobretudo, a permissão da Anvisa". No entanto, o governo colocou algumas condições, como a doação de parte delas ao SUS, que, dentre outras coisas, fez as empresas reavaliarem a compra.
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As empresas se reúnem agora para pensar em outras iniciativas, como o apoio à criação de uma campanha nacional de vacinação. “Queremos deixar essa ideia de vacina privada, que fura fila, de lado. Isso não funcionou bem", afirmou um diretor de uma associação setorial ao Valor Econômico.