"Ao Butantan foram impostas regras que obrigaram um trabalho imenso. O custo da fase três realizada no Brasil foi muito grande e, principalmente, causou um atraso muito grande nessa fase", argumentou - MArcello Casal Jr/Agência Bras
"Ao Butantan foram impostas regras que obrigaram um trabalho imenso. O custo da fase três realizada no Brasil foi muito grande e, principalmente, causou um atraso muito grande nessa fase", argumentouMArcello Casal Jr/Agência Bras
Por IG Saúde
O coordenador executivo do Centro de Contingência da covid-19 em São Paulo, João Gabbardo, comentou nesta sexta-feira a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que reavalia as regras impostas para a autorização de uso emergencial das vacinas contra a doença no Brasil. Segundo ele, "a decisão é absolutamente injusta com as exigências que foram feitas ao Butantan". 

Entre as mudanças, está a falta de obrigatoriedade da realização da terceira fase dos estudos clínicos da vacina no Brasil. Embora afirme "não ter dados para falar sobre os interesses paralelos" da agência e acreditar que o critério foi "correto", Gabbardo destacou que a medida poderia ter ocorrido antes, adiantando assim o início da vacinação contra covid-19 no Brasil.

"Ao Butantan foram impostas regras que obrigaram um trabalho imenso. O custo da fase três realizada no Brasil foi muito grande e, principalmente, causou um atraso muito grande nessa fase", argumentou o coordenador. Durante os meses em que a vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, foi testada no Brasil, o procedimento era obrigatório.
A alteração nos protocolos da Anvisa beneficia diretamente a vacina Sputnik V, produzida na Rússia, que agora pode pedir o registro emergencial para uso no Brasil. Na quinta-feira, o Ministério da Saúde adiantou as negociações para compra de 10 milhões de doses da vacina.