Sargento da Aeronáutica preso na Espanha por transportar 39 quilos de cocaína em avião da FAB - Reprodução Rede social
Sargento da Aeronáutica preso na Espanha por transportar 39 quilos de cocaína em avião da FABReprodução Rede social
Por O Dia
Rio - A Polícia Federal deflagrou, na última semana, a primeira operação pública feita a partir das investigações que se iniciaram em junho de 2019, quando o sargento do Exército Manoel Silva Rodrigues foi preso com 39kg de cocaína em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), enquanto integrava uma comitiva do presidente Jair Bolsonaro. As informações são do programa Fantástico. 
No total, dez pessoas e três empresas foram alvos de 15 mandados de busca e apreensão e duas medidas cautelares que impedem a saída dos investigados do Distrito Federal. Um dos alvos da operação foi a própria mulher de Rodrigues, Wilkelane Nonato. 
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Segundo a PF, Wilkelane sumiu com R$ 40 mil e um celular usado para se comunicar com a quadrilha, logo após a prisão do sargento. Mensagens trocadas pelo casal mostram que, desde o início de 2018, eles passavam por dificuldades financeiras. Logo após o envio da primeira remessa de cocaína ao exterior, no entanto, o casal comprou uma moto a vista por R$ 33 mil, pagou as dívidas e trocou os móveis do apartamento onde moravam. 
Ainda segundo o Fantástico, a prisão de Wilkelane foi pedida pela PF, mas negada pela Justiça, que também negou a prisão de outro sargento da FAB, Jorge Luiz da Cruz Silva. De acordo com as investigações, Jorge atuava como recrutador para os "verdadeiros donos" da droga. Ele chegou a concorrer ao cargo de deputado estadual nas duas últimas eleições, com o nome de Salve Jorge, mas não se elegeu.
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Enquanto isso, a investigação corre a passos lentos na Justiça Militar e Manoel segue preso na Espanha.