Seis estados apresentam situação preocupante para falta de oxigênio hospitalar, segundo o Ministério da Saúde
Seis estados apresentam situação preocupante para falta de oxigênio hospitalar, segundo o Ministério da SaúdeErlon Rodrigues/PC-AM
Por O Dia
O Ministério da Saúde informou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que seis estados apresentam situação preocupante para falta de oxigênio hospitalar: Acre, Rondônia, Mato Grosso, Amapá, Ceará e Rio Grande do Norte. Ainda segundo a pasta, estão em fase de atenção os seguintes estados: Pará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 
Em reunião realizada nesta segunda-feira, o Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia de Covi-19 (Giac), da PGR, discutiu sobre o desabastecimento do insumo com representantes do ministério e da empresa White Martins, uma das principais produtoras de oxigênio medicinal do país. Durante o encontro, a pasta esclareceu que "estão em curso tratativas para aumentar a produção de cilindros e para instalar concentradores de oxigênio em diversos locais, que funcionarão de forma similar às miniusinas produtoras do insumo".
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"A Anvisa também vai centralizar e monitorar os dados de consumo em todo o Brasil. O Ministério está coordenando o transporte para os estados em situação mais grave (Rondônia e Acre), com uso de aviões da Força Aérea, e discute a possibilidade de incluir os motoristas que transportam gases medicinais como público prioritário para vacinação, já que há escassez dessa mão de obra no país", acrescentou o ministério.
No encontro, também foram discutidas as dificuldades para produzir e distribuir o oxigênio medicinal. De acordo com Gustavo Costa e Eduardo dAvila, diretor executivo jurídico e vice-presidente industrial da White Martins, respectivamente, a empresa vem registrando um aumento exponencial no consumo do produto. A demanda chegou a crescer 300% em alguns locais.
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Conforme a PGR, ao mesmo tempo, liminares determinam a entrega de quantidades do produto em determinados municípios ou estados, sem considerar a situação global de produção e distribuição, o que desorganiza a logística e traz risco de desabastecimento para grandes hospitais. “A concentração de todas as ações relativas ao tema numa só instância da Justiça poderia permitir a coordenação dos esforços e uma maior eficiência”, defendeu Gustavo.