Nesta quinta-feira, a Polícia Federal deflagrou a Operação Ikaro II
Nesta quinta-feira, a Polícia Federal deflagrou a Operação Ikaro IIArquivo/Agência Brasil
Por O Dia
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a Operação Sevandija, que investiga possíveis práticas de crimes contra o auxílio emergencial em Manaus, no Amazonas. Além desta operação, a PF também foi às ruas para desarticular esquema de fraudes no auxílio emergencial, no Paraná. 
Durante a ação em Manaus, com nome que faz alusão ao ser que tira proveito de outro e que vive à custa alheia, causando-lhe danos, a PF cumpriu 4 mandados judiciais de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal da Justiça Federal do Amazonas. No cumprimento dos mandados, um dos investigados foi preso em flagrante delito por tráfico de entorpecentes, por ter em depósito grande quantidade de substância com características similares à maconha.
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Segundo as investigações, os criminosos realizam operações fraudulentas com o intuito de desviar os valores destinados a pessoas cadastradas para receber o benefício no lugar delas.

A PF constatou que o golpe é aplicado em âmbito nacional, mediante cadastro (via aplicativo Caixa Tem ou site) em nome de terceiros. Com os valores nas respectivas contas sociais fraudadas, os membros da organização realizam pagamentos, por meio de boletos, bem como realizam transferência bancárias fraudulentas, a fim de receberem os recursos desviados.

Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de pertencimento a organização criminosa e furto qualificado mediante fraude. Se condenados, poderão cumprir pena de até 16 anos de reclusão.

Fraude no Paraná 
No Paraná, policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão, expedidos pela Vara Federal de Umuarama (PR). De acordo com as investigações, para efetuarem as fraudes, os investigados faziam uso de programas de computador geradores de CPFs e softwares chamados “checkers”, que indicavam os titulares aptos a receberem o benefício. Os saques eram realizados diretamente no caixa eletrônico, na agência bancária, ou então, quando em valores maiores, por meio de transferência através do sistema PIX.
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O líder do esquema já foi investigado por outros crimes similares, coordenando golpes anteriores, na região de Umuarama, envolvendo falsificação de documentos. Ele atuava no saque fraudulento do auxílio emergencial, com a utilização de softwares desenvolvidos por hackers, desde o início do programa.
Estima-se que o prejuízo causado às vítimas das referidas fraudes, bem como aos cofres públicos, apenas pelos levantamentos iniciais, seja próximo a R$ 1 milhão, sem considerar outros potenciais envolvidos, o que será possível investigar a partir da análise do material arrecadado.
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