A falta de imunizante é apontada por 47% dos secretários municipais como o principal desafio para a acelerar o ritmo da vacinação
A falta de imunizante é apontada por 47% dos secretários municipais como o principal desafio para a acelerar o ritmo da vacinaçãoDivulgação
Por O Dia
Rio - O Movimento Unidos Pela Vacina e Instituto Locomotiva juntaram forças para realizar a maior pesquisa já feita com secretários de Saúde dos municípios brasileiros. O objetivo foi mapear os desafios que as cidades enfrentam para vacinar a população contra a covid-19. Entre os problemas identificados estão a falta de geladeira com medição de temperatura, necessidade de melhora nas salas de vacinação e a falta de internet para registrar a imunização.
Do total de municípios pesquisados, 40% não têm geladeira com medição de temperatura e alarme em boas condições, equipamento fundamental para armazenar o imunizante e mitigar o risco de perda de doses. Em 35% a sala de vacinação precisa de adequações. Em 19% dos postos não há internet para o registro de imunização; 12% deles não possuem computador. E 15% apontam a necessidade de equipar as salas com itens como pia com água, sabonete e papel toalha, caixa coletora de perfurocortantes, entre outras melhorias
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Realizado no início de abril, o levantamento quantitativo entrevistou os gestores de saúde de 99,99% dos 5.570 municípios do país e mostrou que todas as cidades que responderam a pesquisa possuem sala de vacinação. O que os secretários entrevistados apontam é a necessidade de reforço e melhoria dessa estrutura, para enfrentar os desafios específicos de uma pandemia que impacta o Brasil e o mundo.

"Fomos ouvir quem está na ponta do processo, em contato direto com a população. A pesquisa oferece uma radiografia da estrutura nacional envolvida na vacinação, dos seus pontos fortes e das suas novas necessidades", explica Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. "É informação primordial para o poder público e para dar mais tração a iniciativas como a do Unidos pela Vacina", complementa Meirelles.

"A covid-19 produziu um cenário de extrema complexidade, convidando toda a sociedade para uma atuação cooperativa e solidária. Temos um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo. Mas as características únicas dessa pandemia exigem um aprimoramento urgente na estrutura disponível atualmente no país. E é nesse reforço, seja de equipamentos, itens ou serviços, que colocamos o foco do Movimento Unidos pela Vacina de maneira que o país seja capaz de vacinar rapidamente a população à medida em que as doses cheguem", afirma Maria Fernanda Teixeira, CEO da Ferena, conselheira de empresas no Brasil e nos Estados Unidos e integrante da coordenação nacional do Movimento Unidos Pela Vacina.

Sistema de vacinação
A falta de imunizante é apontada por 47% dos secretários municipais como o principal desafio para a acelerar o ritmo da vacinação. A boa notícia é que praticamente todas as cidades (99%) previram a vacinação em domicílio e 67% organizaram postos volantes ou sistema do tipo drive-thru. Já a imunização aos fins de semana precisa melhorar: 48% contam com unidades abertas sábados e domingos. O Unidos Pela Vacina está em contato com os municípios e busca parceiros para ampliar a cobertura.

Campanhas de incentivo
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Quanto às medidas de prevenção à doença, 98% dos municípios tornaram o uso de máscara obrigatório, 97% realizam campanhas educativas sobre o distanciamento social e outras formas de se evitar o contágio e 86% adotam restrições para o horário de funcionamento de estabelecimentos e de serviços não essenciais.
Ainda assim, 54% dos municípios apontam a necessidade de campanhas de incentivo para adesão às medidas adotadas, uma vez que, nessas cidades, metade ou menos da população está seguindo as recomendações. "Informação confiável, clara e precisa é fundamental para o combate à covid-19. Mesmo com a vacina, é imprescindível manter as atitudes preventivas", diz Renato Meirelles.

Para 44% dos respondentes, a inciativa privada e a sociedade civil podem atuar na comunicação com a população, levando informação confiável sobre a vacina e o processo de vacinação.
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"Conectar cidades e estados a empresas, instituições e mesmo pessoas físicas que podem contribuir para acelerar essas necessidades apontadas pela pesquisa é um dos caminhos para alcançarmos o que todos desejamos, que é vencer a corrida pela vida e pela recuperação da economia do país. Já estamos agilizando essas conexões e soluções, fornecendo de transporte de vacinas e caixas térmicas a aventais e seringas", complementa Maria Fernanda Teixeira.

Sobre o Movimento Unidos Pela Vacina
Criado a partir da iniciativa de Luiza Helena Trajano, presidente do Grupo Mulheres do Brasil, o Movimento Unidos Pela Vacina é apartidário e nasceu com o objetivo de tornar viável a vacinação de todos os brasileiros contra Covid-19 até setembro de 2021. Com esse propósito, mais de 3.000 pessoas entre atletas, artistas, cientistas, empresários, executivos e representantes de comunidades, entidades setoriais e instituições da sociedade civil uniram-se à executiva e suas 85 mil voluntárias, potencializando suas forças e vozes em benefício da imunização da população. Mais informações no site: www.unidospelavacina.org.br