Policiais ainda não conseguiram encontrar e capturar o serial killer Lázaro Barbosa de Sousa, de 32 anosDivulgação

Por O Dia
Rio - Edenaldo Barbosa Magalhães, pai de Lázaro Barbosa, voltou a falar sobre o filho foragido nesta quinta-feira. O aposentado afirmou que sente medo de Lázaro e disse ter "vergonha" de ser reconhecido como pai dele. As informações são do 1º jornal
“Eu não tenho nada a ver com isso e tenho vergonha de a população brasileira e o mundo falar que ele é filho meu. Isso é uma desonra, ele desonrou a família. Estou com medo. Não é nem com medo pela família porque a família que Deus me deu direito está aqui”, comentou.
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"O que mais me dói é o desespero que aquela família sentiu e o que ele fez com aquela pobre mulher. Isso não é gente. Isso é um monstro da pior espécie", disse em entrevista ao Correio Braziliense.
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"Esse monstro, eu registrei, mas quando as pessoas falam 'o seu filho', aquilo me estremece todo. Não dá vontade nem de ficar mais na Terra. Eu estou arrasado. Se eu vê-lo por aí, eu nem conheço mais", completou. 
Apontado como serial killer, depois de ter matado quatro pessoas da mesma família e cometido outros crimes, Lázaro continua foragido em Goiás. A equipe da polícia que conta com mais de 200 policiais, cães farejadores e drones já está no nono dia de busca. 
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Os crimes de Lázaro Barbosa
Lázaro Barbosa, que é conhecido por ter grande capacidade de sobreviver na mata e pela sua habilidade de fugir das autoridades, logo após a morte da família, começou a fugir da polícia. Na manhã do dia 10 de junho, ele teria invadido uma casa a cerca de 3 quilômetros do local onde o triplo homicídio foi cometido.
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Lá o suspeito teria feito como reféns a proprietária da chácara, Sílvia Campos, de 40 anos, e o caseiro, identificado como Anderson, de 18 anos Ambos teriam ficado na mira de seu revólver por três horas. No local, ele teria obrigado os dois a fumarem maconha. Antes de fugir, ele roubou R$ 200, uma jaqueta, celulares e carregador.

Já na cidade de Ceilândia, Lázaro fez mais um refém e roubou um Fiat Pálio. Com o carro, ele se dirigiu a Cocalzinho, em Goiás, onde abandonou e incendiou o veículo.
As investigações apontam que lá se encontrou com um comparsa que o ofereceu suporte.
No sábado (12) ele teria passado a tarde bebendo em uma chácara próxima à Lagoa Samuel, onde o suspeito fez o caseiro refém. O serial killer também o obrigou a fumar maconha. Antes de fugir novamente, Lázaro também destruiu o carro do refém.
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Após deixar essa casa, Lázaro foi para outra chácara e baleou mais três homens e roubou duas armas de fogo. "Estávamos conversando, quando ele chegou invadindo, por volta das 19h, e atirando. Meus dois amigos ficaram muito feridos e eu fui baleado na perna", contou ele enquanto saia do hospital com um ferimento na perna.
Os outros dois homens foram socorridos pelo Samu e transferidos para Anápolis (GO), em estado grave.
"Estou bem, mas vou passar no Hospital de Anápolis para ver meus amigos", disse ao Correio Braziliense. Thiago deu algumas características do suspeito. "Ele é alto, magro, moreno, estava de barba e vestindo bermuda", completou.
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No final daquela noite, a polícia o encontrou e por pouco não o prendeu. Após uma troca de tiros, o suspeito conseguiu escapar enquanto ateava fogo a uma casa no distrito de Cocalzinho, interior de Goiás.
Ainda em Cocalzinho, na tarde do último domingo (13), o foragido furtou um Corsa vermelho e o abandonou, após avistar um ponto de bloqueio montado pela polícia. No interior do automóvel, foi encontrado um carregador de munições.