Senador Renan CalheirosFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por iG
Brasília - O Senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, criticou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta segunda-feira (21) por não se pronunciar a respeito das 500 mil mortes alcançadas no Brasil em decorrência da Covid-19.

"Por que o Brasil não aceitou ser o primeiro a vacinar, comprando as doses do Butantan? Por que há 3 dias ele continuou falando contra a vacinação do povo? Ele não teve uma só palavra de lamento quando completamos a marca de 500 mil mortos. Por quê? Porque ele não acredita nas vacinas e entende que a imunização tem de ser natural. E como teríamos isso? Pelo vírus", declara Renan.  
As críticas contra o chefe do executivo foram feitas durante uma entrevista coletiva na cidade de Delmiro Gouveia, localizada no sertão alagoano, onde houve a inauguração de um hospital.
Publicidade
Renan ainda adjetivou Bolsonaro de "maluco" e o acusou de querer controlar a pandemia através da imunidade de rebanho, e criticou sua postura ao longo da pandemia, citando momentos em que ele não usou máscara em público e causou aglomerações: "Ele queria que o vírus trafegasse livremente pelo Brasil, porque, em caminhando livremente, aglomerando, sem utilização máscara, sem os cuidados não farmacológicos, a população iria ser tomada pelo vírus. Assim haveria uma elevação desse contágio, e quando chegasse a 70%, a 75% da população, haveria uma imunização natural. Isso é um atraso, uma coisa selvagem, da Idade Média. É inadmissível que nós tenhamos um maluco dessa ordem a submeter o país a esse sofrimento".
A próxima sessão da CPI, que chega a sua 8ª semana, terá como primeiro depoente, o ex-ministro da Cidadania Osmar Terra, acusado de fazer parte do “gabinete paralelo” do ministério da Saúde, que atuava em prol de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19.