Por bruno.dutra

Rio - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro variou 0,57%, mais que dobrando em relação aos 0,25% de agosto. Com setembro, o acumulado no ano fechou em 4,61% e ficou acima dos 3,79% de igual período de 2013. Considerando os últimos 12 meses o índice foi para 6,75%, resultado superior aos 6,51% dos 12 meses imediatamente anteriores. É o maior índice acumulado em 12 meses desde outubro de 2011, quando atingiu 6,97%. Em setembro de 2013 a taxa havia sido 0,35%.

Alimentação e bebidas, grupo mais importante na despesa das famílias, com peso de 24,73%, teve impacto de 0,19 ponto percentual, ficando responsável por cerca da terça parte do índice.

Os preços dos alimentos, após três meses em queda, junho (-0,11%), julho (-0,15%) e agosto (-0,15%), voltaram a subir e foram para 0,78%, o maior resultado de grupo em setembro. O líder dos impactos foi o itemcarnes, com 0,08 ponto percentual. O quilo ficou, em média, 3,17% mais caro, chegando a 5,06% em Campo Grande e 6,12% em Vitória. A menor variação ficou com o Rio de Janeiro, com alta de 1,00%. Outros itens também ficaram mais caros em setembro.

Nos transportes, a alta foi de 0,63%, ao passo que, em agosto, havia ficado em 0,33%. Com a expressiva elevação de 17,85%, as passagens aéreas se apropriaram de 0,07 ponto percentual do IPCA e só foram superadas pelas carnes no ranking dos principais impactos do mês. No grupo, outros itens importantes influenciaram o índice. É o caso dos aumentos verificados nos serviços de conserto de automóveis (1,35%) e na compra de automóveis novos (0,76%).

Já os combustíveis caíram 0,05%, com os preços do litro da gasolina em -0,07% e do etanol em -0,01%. Estes resultados tiveram influência contrária de aumentos significativos ocorridos na região metropolitana de Salvador, onde o litro da gasolina ficou 10,98% mais caro e o etanol, 12,12%. A maioria das demais regiões mostrou queda nos preços dos combustíveis, sobressaindo Goiânia, com -7,09% na gasolina e -9,68% noetanol.

Outros três grupos apresentaram crescimento na taxa de variação de agosto para setembro: vestuário (de -0,15% para 0,57%), comunicação (de 0,10% para 0,13%) e despesas pessoais (de 0,09% para 0,39%).

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