Assim como Marina, vice de Aécio também preocupa comunidade LGBT

Aloysio Nunes (PSDB-SP) se declara favorável ao casamento homoafetivo, mas ajudou a sepultar no Senado o projeto que criminalizava a homofobia e a transfobia

Por monica.lima

Aloysio Nunes votou pelo fim da tramitação no Senado do projeto de lei que criminalizava a homofobia e a transfobiaJosé Cruz/Agência Senado

Evangélica da Assembleia de Deus, a ex-ministra Marina Silva, fundadora da Rede Sustentabilidade e vice do presidenciável Eduardo Campos (PSB), sempre foi vista com ressalvas pelo movimento LGBT. O motivo é ela se declarar, como gosta de dizer, “não favorável” ao casamento homoafetivo, apesar de se apresentar como favorável aos “direitos civis” deste segmento da sociedade. Mas, com o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) como vice na chapa de Aécio Neves (PSDB-MG), ela perdeu o posto de maior preocupação destas entidades com relação aos principais candidatos das eleições presidenciais deste ano. Apesar de se declarar favorável ao casamento gay, o tucano paulista votou pelo fim da tramitação no Senado do projeto de lei que criminalizava a homofobia e a transfobia (PLC-122).

Para justificar seu voto, nas redes sociais, o ex-comunista Aloysio até citou “os ensinamentos de Jesus” e um trecho da Bíblia. Com a decisão, de dezembro do ano passado, o assunto passou a ser tratado na reforma do Código Penal, o que deve dificultar mais a sua aprovação. Apesar de contar com a simpatia de setores do governo, o projeto sofreu resistências até mesmo entre seus aliados, inclusive do PT. Candidato ao governo do Rio, o senador petista Lindbergh Farias foi contrário à proposta. Na época, ele se aproximava do pastor Silas Malafaia, um dos maiores adversários da criminalização. O atual líder do governo no Congresso, José Pimentel (PT-CE), e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) se abstiveram na votação. Batista, Walter Pinheiro (PT-BA) foi criticado por outros evangélicos em razão de sua ausência na votação.

Velho temor

Os movimentos se recordam da exploração de temas morais pela campanha presidencial de José Serra (PSDB-SP) em 2010. Aloysio é próximo ao ex-governador. O porta-voz de boa parte dos ataques foi justamente Malafaia. A cartilha contra a homofobia do Ministério da Educação, um dos alvos.

Setorial LGBT do PT envia carta a Dilma

O Setorial Nacional LGBT do PT fez uma carta à presidente Dilma Rousseff (PT) para manifestar preocupação com possíveis retrocessos. Na análise que fez das ações públicas, destaca os avanços no governo Lula e fala em estagnação nas políticas sobre o tema na atual gestão. Cita como exemplo, inclusive, a falta de empenho do governo na aprovação da criminalização da homofobia e transfobia. Para eles, existe uma tensão com o que chamam de “fundamentalistas religiosos”, a quem o governo tem cedido. Um dos parlamentares mais influentes da bancada evangélica é o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), líder de seu partido na Câmara.

A apoio “estratégico” do PPS

Líderes do PPS não fazem questão de esconder: o apoio do partido ao presidenciável Eduardo Campos (PSB) é mais por razões estratégicas do que por convicção. A preocupação deles em garantir um segundo turno na eleição é muito maior do que a disposição para levar o ex-governador de Pernambuco para a última fase da disputa. O PPS fez oposição durante todo o governo Dilma Rousseff, assim como o PSDB, do candidato Aécio Neves. O PSB estava no governo até o ano passado.

Deputado é o portador das más notícias

Policial militar da reserva, o deputado estadual Major Olímpio (PDT) atualiza o número de PMs mortos a cada evento que vai do candidato ao Palácio dos Bandeirantes Paulo Skaf (PMDB), de quem é aliado. No mais recente, a conta já havia chegado a 64 neste ano. O alvo principal das críticas é o governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição.

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Com Leonardo Fuhrmann

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