Padilha usa experiências dos EUA em suas propostas

Candidato petista ao governo de São Paulo usa informações de programas que conheceu um sua viagem àquele país em abril deste ano

Por monica.lima

* Por Leonardo Fuhrmann, interino

Padilha defende que os municípios também sejam recompensados pela água para o abastecimento das regiões metropolitanasElza Fiuza/ABr

Candidato do PT ao governo paulista, o ex-ministro Alexandre Padilha tem usado experiências que conheceu nos Estados Unidos para embasar o programa de governo para o Estado. Em abril, ele passou cerca de dez dias naquele país e aproveitou para conhecer iniciativas em regiões como Chicago e Nova York. Quando fala de segurança pública, o petista cita o exemplo dos centros de controle integrado que visitou nas duas cidades. Neles, são aproveitadas as imagens de monitoramento de serviços públicos e privados para garantir a segurança pública. Ao falar sobre a crise hídrica em São Paulo, também recorreu ao exemplo de Nova York. Lembrou que a cidade remunerou agricultores pela preservação das áreas de mananciais próximas às represas responsáveis pelo abastecimento.

Padilha defendeu que os municípios também sejam recompensados pela água para o abastecimento das regiões metropolitanas. Ele estava com o prefeito de Embu, Chico Brito, e o presidente da Associação Brasileira de Municípios, Eduardo Tadeu Pereira, da equipe de programa de governo. O candidato defendeu os municípios, que, segundo ele, usaram verbas do PAC para aperfeiçoar a rede de tratamento de esgoto. O alvo principal dele foi o governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição. Segundo o petista, Alckmin não cumpriu com os planos de obras e o planejamento previstos na renovação da outorga da Serra da Cantareira à Sabesp, em 2004. Criticou ainda a alta taxa de perdas de água. Para o petista, a utilização do volume morto das represas trará problemas que demorarão quatro ou cinco anos para serem superados.

Diário da Justiça

A divulgação de informações judiciais foi prioritária, na semana passada, na campanha do ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab (PSD), candidato ao Senado. Na quinta, informou que ele foi inocentado em uma ação sobre a inspeção veicular. Na sexta, a rejeição de outra contra o Nova Luz.

Brasileiros são premiados pela TAL

O jornalista Paulo Markun e o cineasta Sergio Roizenblit venceram o prêmio da TAL (Televisão da América Latina) na categoria melhor produção de série, com o documentário Habitar, exibido pela SescTV. A série, com 13 programas, relacionava a vida dos brasileiros e aspectos arquitetônicos com formas de organização familiar, saberes locais, valores estéticos e motivos práticos das construções. O Canal Futura também foi premiado. Com De Volta, ganhou na categoria Produção de Relevância Social e, com a programação Sala de Notícias, o prêmio Grande Destaque. A entidade reúne 200 associados na região, com programação educativa e cultural.

Central sindical que mais cresce

Uma pesquisa divulgada pelo Ministério do Trabalho na semana passada coloca a UGT, central sindical presidida por Ricardo Patah (PSD), como a que mais cresceu durante o mandato da presidente Dilma Rousseff. Passou de 7,9% para 11,9% no número de trabalhadores, próxima à segunda maior do país, a Força Sindical, que tem 12,6%. A maior central sindical continua sendo a CUT, com 34,4%. As duas principais, no entanto, perderam participação no número de filiados.

UGT acredita já ser a segunda maior do País

A UGT lembra que o número é referente a dados de dezembro do ano passado. A entidade acredita já ser a segunda maior central do Brasil, com base na adesão de novos sindicatos. Como alguns deles eram ligados à Força Sindical, isso teria ajudado a entidade a ultrapassar a concorrente, cujo presidente licenciado é o deputado Paulo Pereira da Silva (SDD-SP).

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