PT ainda tenta segurar Marta

O PT ainda tenta manter em seus quadros a senadora Marta Suplicy, apesar das duras críticas a ela feitas pelo ex-ministro dos Direitos Humanos Paulo Vannuchi - colaborador próximo ao ex-presidente Lula. Se depender do PT, ela continua no partido, garante Luiz Marinho, outro petista ligado a Lula

Por monica.lima

O prefeito de São Bernardo do Campo%2C Luiz Marinho%2C garante que Marta Suplicy é “uma liderança valorizada” e sempre teve o apoio do PTDivulgação

Apesar das duras críticas feitas pelo ex-ministro Paulo Vannuchi, diretor do Instituto Lula, à senadora petista Marta Suplicy - que ameaça ser candidata à prefeita em São Paulo por outra legenda -, o PT ainda pensa na possibilidade de mantê-la no partido. “Se depender do PT, ela fica. Ninguém está pedindo para ela sair. Ninguém a está hostilizando. Só depende dela”, diz o também ex-ministro de Lula e prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, outra figura bastante próxima do ex-presidente da República. “Crises existem, inclusive dentro de casa. Mas são coisas que podem ser conversadas. Imagino que o Emídio de Souza (presidente do PT no Estado de São Paulo) esteja conversando com ela. Ou vai conversar”, ressalta Marinho.

O prefeito petista diz que Lula não mandou recado para Marta por meio de Vannucchi, seu ex-ministro de Direitos Humanos. “Se ele falou, foi por que quis”, observa. Sobre o comentário de Vannuchi de que Marta agiu de “maneira sórdida” ao revelar conversas reservadas de Lula, ele respondeu: “Quem fala o quer, ouve o que não quer”. De qualquer forma, Marinho afirma que o PT pedirá para Marta ponderar suas críticas ao partido e ao governo. Ele garante que a ex-prefeita é “uma liderança valorizada” e sempre teve o apoio do partido. “Ela foi ministra duas vezes, prefeita, deputada, senadora e candidata ao governo de São Paulo. O partido sempre a apoiou”. Sobre anúncio do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) de que apoiará a candidatura de Marta por outro partido, sem sair do PT, Marinho disse que isso “é impossível”.

Haddad dá mais espaço ao PT

As mudanças no secretariado do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, devem acabar com o “Grupo do MEC”. O secretário de Negócios Jurídicos, Luís Fernando Massonetto, já havia anunciado sua saída. O titular das Relações Internacionais, Leonardo Barchini, também não deve ficar. Com a incorporação da Comunicação pela Secretaria de Governo, Nunzio Briguglio seria deslocado para a SPCine. Assessores de Haddad no ministério, eles eram escolhas pessoais do prefeito. As mudanças agradam ao PT, que ganha espaço. Derrotado nas urnas, o ex-ministro Alexandre Padilha foi convidado a assumir as Relações Governamentais.

Em processo

A substituição do atual secretário de Relações Governamentais, Paulo Frateschi, já vinha sendo especulada dentro da Prefeitura desde o início do mês. Frateschi é ex-presidente estadual do PT. Padilha já ocupou um cargo equivalente no ministério do governo Lula.

Disputas na volta ao MP paulista

O Ministério Público de São Paulo deve presenciar nos próximos meses disputas entre dois ex-secretários do governador Geraldo Alckmin (PSDB): Fernando Grella, que ocupou a Segurança Pública, e Eloísa Arruda, ex-titular da Justiça. Ambos são procuradores de justiça e não pertencem ao mesmo grupo político na instituição. Haverá eleições neste ano para vagas nos conselhos nacionais de Justiça e do Ministério Público, além da mudança no conselho interno do MP-SP.

Petistas veem temor de Cunha

Defensores da candidatura do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) à Presidência da Câmara interpretaram a afirmação do concorrente Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB, de que a Polícia Federal teria forjado um áudio contra ele, como um sinal de preocupação com possível derrota. Outras evidências desse temor, na visão de partidários do petista, seriam os ataques de Cunha ao governo e o anúncio de apoio do PMDB a ele somente dois meses depois de iniciada a campanha.

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Com Leonardo Fuhrmann

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