A batalha da terceirização

Apesar da presença de sindicalistas, em Brasília, que tentam impedir a votação do projeto de terceirização, dificilmente haverá novo adiamento. Debate pode durar dois dias no plenário da Câmara

Por monica.lima

Novo estilo de comando posto em prática pelo presidente da Câmara%2C Eduardo Cunha%2C deve impossibilitar adiamento da votação do projetoFabio Rodrigues Pozzebom / Abr

A votação do projeto que regulamenta a terceirização deverá enfrentar uma votação tumultuada hoje, em Brasília. Sindicalistas de todos o país chegaram à capital para tentar impedir que ela aconteça, mas dificilmente conseguirão seu objetivo. A pressão do setor privado para resolver a questão vem desde o ano passado e dificilmente haverá clima para novo adiamento. Principalmente sob o novo estilo de comando dos trabalhos legislativos posto em prática pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha. Não será uma jornada tranquila. É possível que sejam necessários dois dias de debate no plenário da Câmara.

Apesar de exaustivamente discutido, ainda resta polêmica a respeito de três pontos: a definição da representação sindical, a identificação da responsabilidade solidária (que só será da empresa contratante se ficar provada negligência) e o rompimento da regra que limitava o serviço contratado à atividade meio. É quase certo que a presidente vete alguns artigos que geram forte conflito, depois que passar pelo Senado.

Time completo

Otávio Damaso e Tony Volpon, indicados para as diretorias de Regulação e de Relações Internacionais do Banco Central deverão participar da próxima reunião do Copom, nos dias 28 e 29 de abril. A dupla será sabatinada dia 14 na Comissão Assuntos Econômicos do Senado e, salvo acidente, aprovados. Quem prestar atenção às respostas que darão aos senadores aprenderá muito sobre como adivinhar taxa de juros em tempos de ajuste e interpretar os búzios das atas do conselho.

Mais manifestações

As ativistas Lilian Tintori e Mityz Capriles, mulheres dos venezuelanos Leopoldo López e Antonio Ledesma, estarão no dia 23 no Brasil. Líder político e prefeito de Caracas, eles fazem oposição ao presidente Maduro e estão presos em Caracas. Visitarão o Senado no próximo dia 23 de abril a convite
do senador Aécio Neves.

Rumo ao Chile

Missão com 22 empresários brasileiros organizada em parceria da CNI com a Sociedade de Fomento Fabril do Chile estará na quarta-feira, 11, em Santiago para uma declaração conjunta com o objetivo de ampliar o comércio entre os dois países. Incluirá investimentos, comércio, propriedade intelectual, compras governamentais e serviços. O Chile é o 11º parceiro comercial brasileiro, com participação de 1,8% no comércio exterior.

Nova educação

A presidente Dilma anunciou os quatro eixos do projeto Pátria Educadora e da reforma da Educação, trabalho que vem sendo coordenado pelos ministros Aloizio Mercadante e Roberto Mangabeira Unger: construção de um federalismo cooperativo, mudança de currículos, nova formação para professores e o uso de tecnologias na educação.

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