Por marta.valim

RIO DE JANEIRO - A presidenta da República Dilma Rousseff se emocionou na manhã desta quarta-feira ao lembrar o retorno ao Brasil de pessoas exiladas durante a ditadura militar. A citação foi feita durante a assinatura do contrato de concessão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Antônio Carlos Jobim/Galeão.

Dilma chegou a chorar ao falar sobre a música Samba do Avião, do compositor Tom Jobim, que, segundo a presidenta, além de homenagear o aeroporto do Galeão, também é uma “homenagem aos exilados”, que voltaram depois da anistia. “É uma síntese perfeita do que é a saudade do Brasil, a lembrança do Brasil e, melhor de tudo, voltar ao Brasil, chegando no Galeão”.

Segundo a presidenta, a concessão do Galeão à iniciativa privada é fundamental para atender ao desafio de aumento da demanda dos brasileiros por viagens aéreas. “É um aeroporto fundamental não só para o turista estrangeiro, mas para o brasileiro. E ele tem que fazer jus a esta Cidade Maravilhosa”, disse Dilma.

Contrato

O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Antônio Carlos Jobim/Galeão será administrado, durante 25 anos, pelas empresas privadas Odebrecht TransPort e Changi Airports International, em parceria com a estatal Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O contrato foi assinado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com a presença da presidenta Dilma Rousseff.

A empresa estrangeira Changi é responsável pelo aeroporto internacional de Cingapura, que figura entre os melhores do mundo e que recebe anualmente mais de 50 milhões de passageiros. Changi também tem participações em aeródromos de outros países, como o Aeroporto Internacional Rei Fahd, que fica na cidade de Dammam, na Arábia Saudita, e é o maior do mundo em área.

A Odebrecht TransPort, que opera rodovias e sistemas de transportes urbanos, como a rede ferroviária fluminense Supervia, está apenas iniciando suas atividades no ramo de operação aeroportuária. O Galeão será o primeiro a ser administrado pela Odebrecht, empresa que participou da construção do terminal, há quatro décadas.

O consórcio ofereceu R$ 19 bilhões para administrar o aeroporto nos próximos 25 anos. Entre as ações previstas estão a melhoria da sinalização, limpeza, iluminação, dos banheiros, da conectividade e segurança, a instalação de mais pontes de embarque, a criação de balcões adicionais e a ampliação do pátio de aeronaves e do estacionamento.

As empresas privadas terão 51% do aeroporto, enquanto a Infraero terá 49%. Dos 51% privados, 60% são da Odebrecht e 40% da Changi.

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