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Em campanha, Eduardo Cunha visita mais estados que Dilma

Candidato à presidência da Câmara dos Deputados pelo PMDB viaja a bordo de um jatinho particular custeado pelo partido

Por bruno.dutra

Rio - Em campanha pela presidência da Câmara, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) passou a ser dono de uma marca inédita para conquistar a principal cadeira da Casa: diferente dos atuais candidatos e dos postulantes em outros anos, ele terá visitado, sem exceção, todos os estados brasileiros até a próxima sexta-feira. Além disso, o parlamentar vai bater o número de estados visitados pela então candidata Dilma Rousseff no primeiro e no segundo turno da eleição para a Presidência da República.

A estratégia de Cunha, aliás, é a mesma utilizada pela presidenta: a de dedicar, na campanha, mais atenção aos estados com o maior número de eleitores. Na próxima semana, o parlamentar peemedebista voltará aos estados que concentram mais deputados federais: São Paulo (70), Minas (53), Rio de Janeiro (46) e Rio Grande do Sul (31).

Desde que começou a campanha, no final do ano passado, Cunha tem feito todas as viagens em um jatinho custeado pelo PMDB. A bordo da aeronave, o candidato viaja sempre acompanhado de outros seis deputados, que constituem o núcleo duro de sua campanha. A assessoria que acompanha o deputado justificou a utilização de um jatinho particular pelo fato de que, em algumas situações, Cunha passa por mais de um estado num único dia.

O jatinho é apenas um dos diferenciais da campanha de Cunha em relação aos seus adversários, os deputados Arlindo Chinaglia (PT) e Júlio Delgado (PSB), que têm visitado alguns estados por meio de voos comerciais. A assessoria do peemedebista informou, também, que os custos de campanha pertencem ao PMDB e que, por enquanto, o assunto não está sendo tratado por Cunha.

Outra demonstração de que a campanha não economiza para conquistar o eleitorado é a recepção preparada nos estados. Na última semana, no Rio de Janeiro, o deputado federal Leonardo Picciani (PMDB-RJ) ofereceu um almoço em um dos hotéis mais badalados da capital, em frente à praia de Copacabana. O self-service era liberado para todos os convidados, incluindo os jornalistas presentes. Massas, carnes, saladas e um buffet japonês faziam parte do cardápio. Enquanto isso, cabos eleitorais de Cunha tentavam colar adesivos até nos profissionais da imprensa. Ninguém aceitou.

Além dos parlamentares-eleitores, Cunha tem aproveitado as visitas para melhorar sua rede de relacionamentos com políticos locais, incluindo a oposição. Ontem, o peemedebista encontrou o governador da Bahia, Rui Costa (PT), e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). A maior parte dos encontros está sendo realizada em hotéis, chamados pela campanha de “locais neutros”. O objetivo, segundo aliados, é atrair eleitores da oposição. A assessoria garante que, com isso, deputados petistas também vão à reunião, a despeito de terem Chinaglia como o candidato da bancada.

Mas, se ainda assim o aparato da campanha não garantir a possibilidade de uma vitória folgada a Cunha, entrará em campo um candidato auxiliar: o deputado Jair Bolsonaro (PP). O polêmico parlamentar já se ofereceu para desconstruir a candidatura do petista Arlindo Chinaglia.

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