Animais abandonados - Imagens de internet
Animais abandonadosImagens de internet
Por Juarez Volotão
Cabo Frio - Não foi só com a vida das pessoas que a pandemia do coronavírus mudou ou mexeu drasticamente, mas também refletiu nos animais de rua, que ficaram sem comida (ou restos de comida) e nos que estão sob os cuidados dos protetores dos animais de Cabo Frio e da Região dos Lagos, que passam por severas dificuldades para manterem seus trabalhos pela causa, fora o aumento do número de animais abandonados.   
Segundo a Valéria Celiz, além de ter fechado o seu bazar e a sua lavanderia pela crise financeira agravada pela Covid-19, as doações de rações e remédios para os bichos diminuíram consideravelmente com essa quarentena e pandemia: 'Estou vivendo da minha aposentadoria, da ajuda de amigos que compram a ração para mim. Tenho 50 cachorros e 40 gatos atualmente e preciso dessa ajuda e das doações', nos conta a protetora que está na causa animal há décadas. 
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Essa realidade afeta também a protetora Margarida Aureliano, que também atua há muito tempo por amor a causa animal: 'A pandemia afetou seriamente o nosso trabalho, porque tivemos uma grande diminuição das doações, pelas dificuldades financeiras das pessoas. Por outro lado, aumentou o número de animais abandonados, também pela quarentena, e ainda aumentou o nosso trabalho, já que tenho saído diariamente para alimentar os animais de rua, pois com tudo fechado, eles não tem onde se alimentar, nem dos restos de restaurantes. Para piorar não estamos tendo as feiras de doações pelo isolamento social e covid-19, diminuindo assim as adoções dos nossos animais', declara. 
As protetoras que receberam doações do Projeto 'SOS 4 Patas', idealizado pela Aline Martins no Programa 'Falando Francamente Com Você' na Rádio Ondas FM, reforçam para que o povo se solidarize com a causa animal e doe rações, remédios, coloquem comida e água para os animais de rua e ainda, se puderem, adotem um bichinho, mas de forma responsável, lembrando que existe a opção do lar temporário, o que ajuda a desafogar o número de animais das casas das protetoras, número que só cresceu devido ao abandono nesse período de pandemia.  
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