Fim de semana de praia cheia em Cabo Frio mesmo na pandemia  - Paulo Henrique Cardoso - internet
Fim de semana de praia cheia em Cabo Frio mesmo na pandemia Paulo Henrique Cardoso - internet
Por Juarez Volotão
Cabo Frio - Apesar da pandemia do coronavírus e dos decretos municipais proibindo o banho de mar e a permanência nas praias, Cabo Frio, que registrou temperaturas mais agradáveis e quentes neste fim de semana, no sábado com máxima de 29 graus e domingo com até 28 graus, teve um grande número de visitantes e praias cheias. 
O município, que está na zona Laranja de contaminação, fase que norteia a reabertura gradual do comércio nesses tempos de pandemia, informou há poucos dias que não realizará nenhuma concessão ou flexibilização, seguindo a recomendação recebida pela Prefeitura de Cabo Frio por parte do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro ( MPRJ). A cidade contabiliza 2167 casos confirmados de coronavírus, com um total de 1832 pessoas recuperadas e um número de 119 óbitos, segundo o último boletim atualizado na sexta-feira (28) pela Secretaria Municipal de Saúde. As barreiras sanitárias não foram vistas sendo realizadas neste final de semana, segundo pessoas que chegavam a Cabo Frio. 
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Os hotéis continuam liberados para trabalhar com 40% da capacidade e os bares e restaurantes da cidade com metade da sua ocupação, porém, as atividades nas praias, tais como barracas, carrinhos, ambulantes e vendedores continuam proibidas, apesar de inúmeras manifestações, pedidos e solicitações de socorro e ajuda por parte das associações e entidades representativas. 
'Hoje o Sindicato do Empreendedor Individual, Ambulantes e Camelôs de Cabo Frio e Região (SEICCRE) vem lutando pela igualdade social. Nenhuma ação foi direcionada para a categoria, por isso exigimos a volta ao trabalho de imediato. Até porque as barreiras sanitárias estão abertas, todo o comércio já retomou suas atividades e e temos praias lotadas de munícipes e turistas todo final de semana', declara Luciano Mello, Presidente do Sindicato dos ambulantes. 
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Para o Uanderson Pitanga, secretário da Associação dos Barraqueiros da Praia do Forte em Cabo Frio, o erro está no Poder Público não fazer valer seus decretos para todos, e apenas para os menos favorecidos, e no governo proteger a classe dos empresários com maior poder aquisitivo e deixar a maior parcela da população passar necessidade: 'Somos mais de 10 mil trabalhadores desassistidos. Nos ofereceram uma mísera cesta básica no início da pandemia, que a maioria nem recebeu. Vamos para 6 meses em casa, vivendo de reservas, bicos, ajudas e ações sociais de amigos', desabafa o barraqueiro. 
Procurada, a Prefeitura de Cabo Frio afirma compreender a reivindicação das categorias e esclarece que vem atuando com afinco na retomada gradativa da economia acompanhando os índices de evolução epidemiológica e que tem realizado fiscalizações rotineiras, porém, o combate ao coronavírus é de responsabilidade de todos.