A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti - Agência Brasil
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegyptiAgência Brasil
Por Leonardo Maia

Campos — Duas pessoas morreram este ano por causa da chikungunya, confirmou o governo do Estado nesta segunda-feira. Em Campos, novos casos surgem a cada momento, mas a prefeitura garante que a doença está sob controle e não há uma epidemia. Mas para manter a situação assim, a Secretaria de Saúde vai redobrar os esforços no combate aos focos do mosquitos Aedes Aegypti, não apenas na região metropolitana, mas nos distritos.

No ano passado, o município de fato passou por uma epidemia de chikungunya, com um pico de 2068 novos casos no mês de junho. De janeiro deste ano até aqui, o número de novas notificações tem girado em pouco mais de 500, mas em março a prefeitura ligou o alerta quando o registro aumentou para 650. Este mês de abril, antes do fechamento, são 478 casos novos confirmados.

“Para configurar uma epidemia, são 300 casos para cada 100 mil habitantes. Ainda estamos bem abaixo disso, mas não podemos descuidar. Passamos por uma endemia, em que o vírus está em circulação, contaminando as pessoas, mas não a explosão de casos que presenciamos ano passado”, explicou a doutora Andreya Moreira, diretora de vigilância epidemiológica de Campos.

Segundo Andreya, o grande desafio no combate à chikungunya é seu tempo de incubação mais prolongado do que a dengue, por exemplo. Ou seja, o mosquito carrega o vírus por mais tempo, e os infectados transmitem a doença para novos mosquitos também por um período maior. No entanto, como ambos possuem o mesmo vetor, o famigerado aedes aegypti, o inimigo e o combate a ele é conhecido há muito tempo: eliminar os focos de procriação do inseto.

A prefeitura mantém um índice de infestação, em que avalia o número de edificações e terrenos em que foram encontrados criadouros do aedes aegypti. Em fevereiro, esse índice era de 1,6%, ou menos de duas casas a cada 100 fiscalizadas. Mas é esperado um aumento na próxima verificação, nos próximos dias, pois março e abril são meses de mais chuvas.

Novos agentes da secretaria de Saúde já foram convocados, e passam pelos estágios finais do treinamento para entrar em ação, mas o esforço dos órgãos públicos não será suficiente se a população não fizer a sua parte e mantiver um controle rigoroso de suas residências e terrenos, destacou Abdu Neme, secretário de Saúde.

“Mais de 80% de todos os focos de reprodução do mosquito se localizam nas nossas residências. É dever de cada um com sua comunidade, seu vizinho, cuidar para que sua casa não seja um criadouro”, cobrou Neme.

Ainda assim, a avaliação é de que o trabalho de fiscalização e o combate ao mosquito têm apresentado bons resultados. Segundo dados da Secretaria de Saúde, ano passado Campos sofria com 16 bairros e distritos em situação crítica. Atualmente, são cinco, com o distrito de Travessão o mais nevrálgico, concentrando mais de 70% dos novos casos.

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