Por O Dia

Campos — Depois de assembleia ontem, e sem acordo com a prefeitura, os servidores do município decidiram decretar estado de greve, e organizam uma paralisação de 24 horas para a segunda-feira, dia 6. A categoria pede reajuste de 10% a 15%. A prefeitura acena com 4,3%.

“As perdas foram grandes nos últimos anos, e o aumento concedido não acompanhou a inflação e as perdas salariais. Estamos cogitando uma manifestação e uma paralisação, caso o governo municipal insista em oferecer apenas 4,3%”, protestou Carlos Augusto Leão, diretor do Siprosep (Sindicato dos Profissionais e Servidores Públicos Municipais), ao jornal Terceira Via.

Setores do funcionalismo, como a Guarda Municipal, reclama reposições que chegariam a 22%. Segundo os servidores, são três anos de salários congelados, e o porcentual apresentado pelo município é insuficiente para compensar as perdas desse período.

A prefeitura se manifestou apenas por nota, em que diz que "um reajuste de 15% causaria um impacto de R$ 150 milhões na folha de pagamento ao ano”, o que estouraria o teto determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, de gasto com folha de pessoal. Atualmente, o município gasta R$ 79 milhões, ou 47% da arrecadação.

O cálculo o governo leva em conta os 4,18% de inflação registrados pelo IPC-A. Os servidores rebatem, que essa conta não leva em consideração os dois anos anteriores de defasagem. A prefeitura diz que “o principal objetivo no momento é manter o pagamento do servidor em dia”.

Os próximos dias devem ser de negociação para tentar evitar a paralisação.

Veja a íntegra da nota:
A Prefeitura de Campos fez vários cálculos para apresentar uma proposta de reajuste aos servidores, dentro da realidade econômica do município. Campos possui uma folha de pagamento do funcionalismo de R$ 79 milhões, o que compromete 47% da arrecadação própria do município. Um reajuste superior ao que está sendo oferecido (4,18%, de acordo com IPC-A) ultrapassa o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Com o reajuste proposto pelo município, o impacto na folha de pagamento será de R$ 40 milhões, ao ano. Um reajuste de 15% causaria um impacto de R$ 150 milhões na folha de pagamento ao ano. O principal objetivo no momento é manter o pagamento do servidor em dia, como vem acontecendo graças ao planejamento realizado pela equipe econômica da prefeitura.

A prefeitura também vem lutando por outras conquistas para os servidores como a inauguração da Policlínica do Servidor, que atende o funcionalismo em várias especialidades médicas; está colocando em dia dívidas encontradas na Previdência dos Servidores do Município de Campos (PreviCampos) da ordem de R$ 180 milhões, que vêm sendo pagas pela atual gestão nos últimos dois anos, garantindo assim a aposentaria futura dos servidores e, também, criou outros benefícios, como o Clube de Descontos, entre outros. Nos últimos dois anos, a prefeitura vem mantendo diálogo com os servidores e, de forma transparente, apresentou os impactos que o município teve com a crise econômica e queda de arrecadação, tendo que manter o pagamento dos custos permanentes da prefeitura para manter o funcionamento de serviços essenciais. Paralelo a isso, busca alternativas para reduzir a dependência dos royalties e fomentar a economia, gerando emprego e renda.

Você pode gostar
Comentários