Toda semana, alunos e professores dos cursos de Psicologia do Isecensa, em Campos, vão às ruas levar serviços básicos, mas também afeto e atenção à população de rua da cidadeDivulgação
Por Leonardo Maia
Campos — Com a consciência de que o saber e o conhecimento precisam extrapolar os muros das instituições de ensino, que em última instância eles devem servir ao bem comum, professores e alunos dos cursos de Psicologia, Enfermagem e Educação Física do Isecensa vão celebrar o Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, nesta quinta, na rua.
A partir das 19 horas, eles ocuparão a Praça São Salvador, levando, mais do que serviços básicos de saúde, atenção e afeto. A programação contará com aferição de pressão, atividades esportivas (corfebol e slackline), roda de conversa e lanche coletivo.
Publicidade
“Propor iniciativas que deem vez e voz a esse grupo tão vulnerável é essencial. Nossa intenção é estabelecer vínculos e reforçar que são cidadãos com seus devidos direitos”, diz Elizabeth Landim, vice-diretora do Isecensa. “E isso inclui a assistência na própria rua e o direcionamento de demandas que forem surgindo para as áreas de saúde e assistência social do município”.
O projeto, na verdade, já existe desde 2012, liderado pelos graduandos e professores do curso de Psicologia, em parceria com a Clínica Nômade Voz da Rua. A novidade foi a aglutinação das turmas de Educação Física e Enfermagem.
Publicidade
A ação desta quinta é especial pela data, e uma forma de aumentar a conscientização para um grupo social normalmente marginalizado e esquecido, que habita a cidade como espectros, retirados de sua cidadania plena. No entanto, o movimento é persistente, e tem lugar semanalmente nas ruas de Campos, sob o nome Voz da Rua, baseada no conceito de Clínica Peripatética, cuja prática é realizada fora dos meios tradicionais, como hospitais e consultórios.
Segundo a coordenadora da Clínica Nômade, Patrícia Constantino, a inspiração foi o projeto Consultório de Rua, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Com os conhecimentos e métodos aprendidos lá adaptados para a realidade campista.