Petróleo é negociado no valor mais baixo da história - Divulgação/Petrobras
Petróleo é negociado no valor mais baixo da históriaDivulgação/Petrobras
Por O Dia
Campos — Os recordes negativos não param, e explicam a situação crítica das contas municipais. Campos recebe, nesta quinta, a pior Participação Especial (PE) de um mês de fevereiro desde que o bônus pela exploração do petróleo na Bacia de Campos começou a ser pago, em 2000. Os R$ 5,8 milhões depositados nos cofres da prefeitura também são o segundo menor montante da história. Como comparação, em fevereiro de 2013, Campos recebeu R$ 189 milhões de PE, a maior já registrada.
“É como se o dia 29 de abril — data do julgamento no STF sobre a partilha dos royalties — já tive chegado, e com resultado desfavorável”, lamenta o prefeito Rafael Diniz, que faz um apelo. “Este é o momento de nos unirmos, governo e sociedade, para enfrentarmos a maior crise financeira da história de Campos”.
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Em fevereiro 2013, Campos recebeu recordes R$ 189 milhões de Participação Especial dos royalties do petróleo. Neste ano, o menor valor desde 2000 - Prefeitura de Campos
O secretário municipal de Fazenda, Leonardo Wigand, confessa que esperava uma queda na PE, mas não desse tamanho.
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“Isso nos obriga a refazer todos os nossos cálculos. Essa realidade reforça a necessidade de se rediscutir o custeio da máquina pública, e de buscar parcerias estaduais e federais e também com a iniciativa privada, para manutenção dos serviços à população”.
O diretor de Petróleo e Gás da Superintendência de Ciência, Tecnologia e Inovação, Diogo Manhães Henriques, explica que o valor atingiu o recorde negativo pela queda de produtividade dos principais campos produtores que pagam ao município — Redentor e Marlim Sul — e do campo de Marfim Leste. Além disso, o preço do barril de petróleo também caiu.
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“A expectativa era de que recebêssemos em torno de R$ 9 milhões em Participação Especial, mas o campo de Rocador teve um custo de produção maior que o esperado e não pagou a PE”, diz Henriques.
O diretor prevê ainda mais dificuldades no futuro próximo, uma vez que campos como o de Barracuda e Marlim, mais “maduros”, devem perder produtividade ao longo do tempo.
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Diante de quadro tão preocupante, o desafio da prefeitura é reduzir a dependência do município do recebimento das indenizações devidas pela exploração do petróleo. Ainda mais em vista do julgamento do STF que pode confirmar a mudança nas regras de partilha entre os estados e, praticamente, inviabilizar a administração campista.