O Centro comercial de Campos tem ficado muito movimentado, apesar dos decretos de isolamento social - Jean Barreto/Divulgação prefeitura de Campos
O Centro comercial de Campos tem ficado muito movimentado, apesar dos decretos de isolamento socialJean Barreto/Divulgação prefeitura de Campos
Por O Dia
Campos — O Procon de Campos conseguiu liminar na Justiça que obriga a Caixa Econômica a tomar medidas efetivas para organização e redução das filas que tem se formado em frente a suas agências desde o início do pagamento do auxílio emergencial liberado pelo governo federal. Os esforços de várias prefeituras para conter o avanço da pandemia do coronavírus têm sido dificultados pelas aglomerações provocadas pela busca pelo benefício concedido a famílias de baixa renda, durante o período crise de saúde pública.

“As fiscalizações e denúncias veiculadas pela imprensa revelam a situação de inúmeros consumidores submetidos ao risco de transmissão e contaminação pelo vírus”, comenta Douglas Leonard, superintendente do Procon de Campos. “Quando entramos com essa ação, já estávamos preocupados e tínhamos 70 casos confirmados de covid-19. Hoje (quinta) são 152, com sete mortos”.

Pela decisão da 2ª Vara da Justiça Federal, a Caixa precisa adotar “medidas eficazes para minimizar os riscos de contaminação dos usuários e funcionários”, num prazo de 24 horas. Em caso de descumprimento, multa diária de R$ 10 mil.

“O auxílio emergencial é extremamente necessário aos trabalhadores, mas não pode ocorrer sem planejamento”, critica Leonard.

A decisão da juíza Carla Teresa Bonfadini lista algumas das ações que a Caixa deve tomar:

Limitar número de usuários na fila de espera; distanciamento de um metro entre as pessoas; disponibilizar materiais para limpeza e higiene dos funcionários e dos clientes; entre outras.

“Atuamos em várias frentes. Fiscalizamos farmácias, supermercados, agências bancárias, para garantir ao consumidor o atendimento seguro e os preços justos”, garante o superintendente do Procon.