Publicado 28/02/2020 00:00 | Atualizado 11/03/2020 17:28
As ruas do centro do Rio de Janeiro estavam tomadas por diferentes grupos, que aproveitavam o festejo para expor reivindicações e expressar culturas marginalizadas por parte da elite.
Fiz um vídeo mostrando fotos e pinturas desse período. Clique aqui para conhecer os detalhes.
No carnaval de 1888, cucumbis, que eram grupos formados por foliões socialmente reconhecidos como negros, desfilavam suas crenças em religiões de matriz africana.
Era o candomblé e seus orixás pedindo passagem.
Nas sacadas das casas da rua do Ouvidor, o lugar mais chique da então capital, madames e senhores aplaudiam a alegria.
Abolicionistas, como José do Patrocínio, subiam em palanques improvisados para expressarem a necessidade do fim da escravidão.
Era mais uma forma de pressionar o Império.
Deu certo.
Como sabemos, no dia 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea no Paço Imperial, pertinho da rua do Ouvidor.
A comemoração da assinatura pareceu um Carnaval fora de época.
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Quer saber mais?
Um dos grandes especialistas nesse tema é o professor Eric Brasil, doutor em História Social pela Universidade Federal Fluminense.
Ele escreveu esse bom artigo sobre os cucumbis.
Vale muito a leitura.
Cucumbis Carnavalescos: Áfricas, carnaval e abolição (Rio de Janeiro, década de 1880)*
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