Judiciário trabalha com cautela em casos de prisão em segunda instância

Há exemplos nas altas Cortes, como da ministra Laurita Vaz, presidente do STJ

Por Leandro Mazzini

Brasília - A revelação de que o ministro Dias Toffoli, futuro presidente do STF e declarado ex-petista apadrinhado de Lula da Silva, não vai pautar este ano ações que tratam da prisão de condenados em segunda instância é sinal de que o Judiciário trabalha com cautela. Há exemplos nas altas Cortes.

Caso da seriedade da ministra Laurita Vaz, presidente do STJ, que pôs fim ao quiprocó do solta-não-solta de Lula no TRF-4. Há três anos ela foi procurada por um dos padrinhos, o ex-governador de Goiás Iris Resende, na tentativa de sensibilizá-la a analisar com atenção especial um habeas corpus para Marcelo Odebrecht. Ela nem atendeu ao telefone quando terceiros sopraram o assunto.

Sem conversinha

Iris recebera a visita de Emílio Odebrecht na fazenda, para falar sobre o filho então recém-preso na Lava Jato. O ex-governador tentou telefonar para a ministra. Em vão.

Isolado (de fato)

Jair Bolsonaro vai para a convenção que o lançará ao Planalto após flertar com PSC, PR e PRP, sem sucesso. Garante que consegue avançar ao 2º turno com chapa puro-sangue.

Nas bombas

Uma facção criminosa que possui mais de centena de postos no país com lavagem de dinheiro - há investigações - pode estar por trás do roubo de caminhões-tanque de gasolina e álcool no eixo Rio-SP.

Sem reza

Exemplo de que o serviço público funciona, sim, em muitos casos. A Agência de Fiscalização (Agefis) em Brasília não deixa nada barato. Dia desses derrubou um templo de igreja neopentecostal em área irregular e sem licença. Um deputado distrital ligou chiando, e não resolveu.

Segue a batalha

Mudança na disputa pelo comando da poderosa Confederação Nacional do Comércio (CNC), cuja eleição será dia 27 de setembro. Estão no páreo Tadros (Fecomércio-AM), pela situação, e Adelmir Santana (Fecomércio-DF), na oposição.

De casa

A Coluna cantou a bola e os colegas estão de olho nele: A JMalucelli Seguradora, da família do deputado João Arruda (MDB-PR), pode ser a grande beneficiada - como líder do setor - caso a Comissão de Licitações da Câmara (comandada por Arruda) altere a Lei. Querem subir de 5% para até 30% seguro-garantia de obras do governo.

Bicadas tucanas

Em público, João Doria Jr, quando provocado sobre ações e dados, tem rebatido Geraldo Alckmin na maioria das propostas para o país e sobre o legado no Governo de São Paulo. Parece candidato a presidente, não a governador. A conferir.

Êpa, êpa!

Depois de protagonizar o fiasco da tentativa de soltar Lula da Silva por HC com plantonista, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) comprou briga com opositor. Espalha por Santa Maria (RS) que salvou a obra da Travessia Urbana do município.

Mas...

Segundo o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), foi dele a garantia dos recursos dessa obra, através da emenda, via PLN 13/2018, com crédito suplementar no Orçamento.

Sobre lobisomens

Não se engane, leitor. Há muito lobisomem escondido na praça. São sete 'mortos vivos' egressos de uma batalha, numa revelação surpreendente do livro 'Borboletas e Lobisomens - Vidas, sonhos e mortes dos guerrilheiros do Araguaia' (Ed. Francisco Alves). Seriam ex-guerrilheiros sobreviventes das execuções que colaboraram com a ditadura e tiveram suas identidades alteradas para sobreviverem.

Aula de História

O calhamaço é do historiador e jornalista Hugo Studart, autor também de 'A Lei da Selva', sobre o mesmo tema. Studart é, hoje, o maior especialista na Guerrilha do Araguaia e o livro-bomba está nas redes Cultura e Saraiva.

Afogou, MP?

Causa estranheza o silêncio do Ministério Público do Ceará sobre o acidente fatal num brinquedo recém-inaugurado no Beach Park. Não foi a primeira morte. O parque continua a funcionar e seus donos exaltam que é o chamariz do turismo do estado - conotam ser a salvação da economia local. Em um país sério seria diferente.

Correção

Ao contrário do divulgado aqui, a ministra Cármen Lúcia (STF) não derrubou o reajuste da mensalidade dos planos de saúde, e sim a resolução normativa nº 433 da ANS que permite aos planos cobrarem do cliente a coparticipação de até 40% do valor de procedimentos clínicos ou cirúrgicos, ou consultas e exames. A luta continua.

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