Para o tutor, a presença do antioxidante no rótulo não determina se o alimento é mais ou menos adequadoDivulgação/ PremieRpet

A escolha da ração envolve mais do que sabor e preferência do animal. Para muitos tutores, ler o rótulo passou a fazer parte da rotina, principalmente para entender quais ingredientes estão presentes na alimentação de cães e gatos. Entre eles estão os antioxidantes, utilizados para ajudar na conservação do alimento e na manutenção de suas características ao longo do prazo de validade.
Na nutrição animal, esses compostos têm como principal função reduzir os efeitos da oxidação, processo que pode comprometer principalmente as gorduras presentes na formulação. Nutrientes como os ômegas 3 e 6 podem sofrer alterações quando entram em contato com o oxigênio. Os antioxidantes ajudam a preservar as características nutricionais e sensoriais do alimento durante o armazenamento.
Uma das empresas que adotou mudanças nesse segmento é a PremieRpet, que reformulou sua linha GoldeN e passou a utilizar antioxidantes de origem natural em seus alimentos secos, como extrato de alecrim e tocoferóis, formas de vitamina E. A mudança acompanha uma tendência do mercado pet de ampliar o uso de ingredientes de origem natural nas formulações.
Segundo o médico-veterinário Ricardo Menezes, gerente de Treinamento e Desenvolvimento da PremieRpet, os antioxidantes ajudam a preservar os nutrientes e as características do alimento durante o armazenamento. Para o especialista, a utilização desses compostos é importante para manter a estabilidade da formulação até o momento do consumo.
Naturais ou sintéticos?
Os antioxidantes utilizados na alimentação animal podem ter diferentes origens. Entre os sintéticos estão compostos como BHA e BHT, enquanto os naturais podem ser obtidos de fontes como alecrim e vitamina E.
Independentemente da origem, a função desses componentes é retardar a oxidação e contribuir para a conservação da ração. A escolha do antioxidante utilizado na formulação depende de diferentes fatores, como as características do alimento e os critérios de segurança aplicáveis à alimentação animal.
Para o tutor, a presença de um antioxidante no rótulo, isoladamente, não determina se um alimento é mais ou menos adequado para um animal. A avaliação deve considerar a composição completa da dieta, a qualidade dos ingredientes e as necessidades específicas de cada cão ou gato.
Outro ponto importante é observar as informações gerais da embalagem. A indicação para espécie e fase de vida, a composição, os níveis de garantia e as orientações de fornecimento ajudam a entender se o alimento atende às necessidades do animal.
A conservação também está relacionada à forma como a ração é armazenada em casa. Depois de aberta, a embalagem deve ser mantida bem fechada e em local adequado, protegido de umidade, calor e exposição direta ao sol. Essas medidas ajudam a preservar as características do alimento até o final do período de consumo.
Entender a função dos ingredientes permite que o tutor interprete melhor as informações da embalagem e faça escolhas mais conscientes. Em caso de dúvidas sobre a alimentação mais adequada, a orientação de um médico-veterinário pode ajudar a considerar idade, porte, rotina e necessidades individuais do pet.