Sabrina Sato - Reprodução Internet
Sabrina SatoReprodução Internet
Por O Dia

Tem se tornado cada vez mais comum rainhas de bateria não darem continuidade aos seus reinados após se tornarem mães. O caso mais recente aconteceu com a apresentadora Sabrina Sato, que após dez anos deixou o posto de rainha de bateria na Vila Isabel e foi 'realocada' na posição de rainha da escola. A japa teve a filha Zoe em novembro do ano passado e em março conseguiu cumprir sua agenda de Carnaval na Sapucaí.

Pouca gente sabe, mas Sabrina foi pega de surpresa com a notícia de seu desligamento da bateria. O motivo do afastamento dela ficou evidente no comunicado oficial da própria escola: "Nossa eterna rainha vive uma importante fase em sua vida pessoal e não poderá ter tanta frequência conosco. Nossa comunidade e segmentos entendem perfeitamente e emanam luzes de amor e paz para toda a família Sato", dizia a nota.

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Adriane Galisteu, em 2012, deixou a Unidos da Tijuca após desfilar grávida do filho Vittório, em 2010, e ser campeã pela escola naquele mesmo ano. Talvez por ter sido 'pé quente' ela acabou desfilando em 2011 também, apenas seis meses após o parto. "Fui saber que não era mais rainha pelo jornal. Eu poderia ter passado a minha faixa para a próxima rainha na quadra da escola. Quando fui convidada pra ser rainha, eles vieram na minha casa me convidar e na hora de desconvidar a forma deveria ter sido a mesma", disse Galisteu à coluna.

Juliana Alves passou por algo parecido. Ela teve a filha Yolanda em setembro de 2017 e deixou a Unidos da Tijuca após o Carnaval de 2018. O motivo da saída de Juliana Alves não ficou claro. A coluna procurou a atriz para comentar o assunto, mas não conseguiu retorno.

E quem pensa que só as rainhas de bateria estão sujeitas a deixarem seus postos após a maternidade está enganado. Valéria Valenssa, a eterna Globeleza que ocupou o cargo por 13 anos, dançou nas telinhas grávida do primeiro filho João Henrique, em 2003, e no ano seguinte, apareceu na TV digitalizada. Em 2005, Giane Carvalho assumiu o posto. "Fui chamada para uma reunião na Globo e me comunicaram que eu não seria mais a Globeleza. Fiquei triste porque já tinha começado toda a preparação e achei a forma que fui comunicada lamentável. Eu sempre me dediquei muito para atendê- los”. Na época, Valéria enfrentou uma forte depressão por conta de seu desligamento.

Falando em maternidade e Carnaval, não podemos deixar de citar a rainha de bateria da Beija Flor, Raissa Oliveira, recordista de tempo à frente dos ritmistas de uma mesma escola. Grávida de cinco meses de sua primeira filha, a morena abriu o coração e descartou seu desligamento alegando que sua agremiação é como uma família para ela. "Palavras do tio Anízio (Abraão David - presidente de honra da escola): 'Minha filha, vai lá, tenha seu filho e volte, porque dá tempo de você voltar ao Carnaval. Está precisando de alguma coisa?'. Eles me deixaram super confortável e estamos prontos para seguir com o Carnaval 2020", contou Raissa.

A rainha dos ritmistas da azul e branca de Nilópolis ainda ressaltou a força das mulheres nos dias de hoje.

"Vale ressaltar que isso que a mulher passa no pós-maternidade acontece dentro dos seus emprego também. As empresas logo querem achar algo de errado para mandar a mulher embora. Isso acaba sendo imposto pela sociedade em um momento que na verdade as mulheres já estão bem amadurecidas para dar conta do recado e conciliar os filhos e o trabalho. Hoje, nós mulheres vivemos um momento de pura responsabilidade e empoderamento feminino, porque a mulher pode fazer e ser o que ela quiser, então todas nós mulheres precisamos nos unir e levantar essa bandeira", completou Raissa.

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