Giulia BeBernie Walbenny
Por O Dia
Publicado 03/01/2021 07:09 | Atualizado 03/01/2021 07:30
Fenômeno que explodiu nas paradas musicais do Brasil, Portugal e em países latinos em 2020, Giulia Be está só gratidão nesta virada de ano. Ela, que curtiu o Réveillon diretamente do México, não viajou para fora do país somente para os festejos de fim de ano. “Surgiu a oportunidade de fazer promoção de ‘Inolvidable’ para algumas TVs e rádios locais”, conta a cantora com exclusividade à coluna sobre mais um pontapé em sua carreira internacional. Nesta entrevista, Giulia fala um pouco sobre seus projetos para 2021, revela que lá no fundo prefere mais compor do que cantar e ainda entrega suas expectativas para a volta da indústria do entretenimento pós-pandemia: “muito ansiosa para isso.” Ela também é só elogios ao Luan Santana - sua primeira parceria musical - e conta como a família a apoiou em sua decisão de largar o direito para seguir carreira na música.
Você resolveu passar o Ano Novo no México. Por quê?
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Sempre foi um grande sonho conhecer o México, desejo este que foi muito ampliado após o êxito que ‘Chiquita Suelta’ teve nas rádios lá! Com ‘Inolvidable’ seguindo esses passos de ascensão, surgiu a oportunidade de fazer promoção de ‘Inolvidable’ para algumas TVs e rádios locais. Depois, feita a quarentena necessária, irei para Miami, também à trabalho, para a criação de novas músicas em inglês e espanhol, além de encontros com amigos e possíveis colaboradores. Claro, tudo será feito se os órgãos de saúde permitirem.
Quando você compôs ‘Menina solta’ já sabia que tratava-se de um hit que iria dominar as paradas musicais?
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Escrevi essa música da maneira mais leve e despretensiosa possível, apenas como uma brincadeira entre amigos. Nunca imaginei que ela fosse virar o que virou, não só enquanto sucesso pro público, mas também um caminho para a metamorfose da Giulia enquanto artista. Claro que, assim como tudo que escrevo, a fiz com o intuito de ser algo que as pessoas se identificassem ao ouvir. Fico muito feliz com o resultado e com toda receptividade que teve, além da imensa gratidão pelo que ‘Menina solta’ representa na minha trajetória.
Quando foi o exato momento que você viu sua carreira despontar?
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‘Too bad’, meu primeiro lançamento, já foi uma experiência incrível pra mim, visto que por conta da trilha sonora da novela das nove, ‘O Sétimo Guardião’, a música ganhou uma projeção legal, ainda que eu, Giulia, não fosse tão reconhecida. Acredito que tudo mudou mesmo com ‘Menina solta’, porque me ajudou a atingir muita gente, sendo assim esse divisor, com certeza, que me aproximou não só de tanta gente, como à essa carreira que sonho traçar.
Imaginava que seu primeiro feat seria com um artista tão grande como o Luan Santana?
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Trabalhar com o Luan foi uma experiência quase que sobrenatural! Acho que é uma realização pra qualquer artista poder trabalhar com alguém que tem tamanho talento e história na música como ele. Me sinto muito honrada por poder tê-lo ao meu lado neste lançamento e de ter conhecido além do artista, a pessoa incrível que se tornou esse amigo que espero levar pra vida.
Tem alguém que você sonhe fazer um feat?
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Meu maior sonho é escrever uma música com o Ed Sheeran. Já pensou? (Risos). Além dele, encontro hoje, principalmente no âmbito latino, artistas que me despertam muita admiração, como a Rosalía e o Bad Bunny. Fora todos os artistas aqui no Brasil também! Seria incrível escrever uma sofrência com a Marília, ou uma linda canção com o Caetano... por aí vai. A verdade é que eu podia passar meia hora respondendo só essa pergunta!
Vai gravar DVD?
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A princípio tenho focado na concepção e criação do meu primeiro álbum. Músicas incríveis que contam uma história e me definem enquanto artista. A partir daí, espero que se dê uma oportunidade para uma turnê, onde espero poder gravar um especial, ou um ‘DVD’ e disponibilizar essa experiência do universo a ser criado por este futuro álbum para muitas pessoas.
No Rock in Rio você cantou com o Projota pra uma multidão. Hoje ainda estamos na pandemia e sem shows. Agora que você coleciona hits e já tem um público fiel, está preparada para subir aos palcos futu- ramente e cantar para uma multidão como artista principal?
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Sim, e estou muito ansiosa para isso! Claro que, quando os shows retornarem de uma maneira onde eu possa ter mais segurança sobre a saúde do meu público, vou começar uma preparação mais intensa, pois tem muita coisa que envolve uma turnê, desde preparação física e vocal, como a mental. Tenho certeza que será uma troca linda de energia e amor e não vejo a hora de poder voltar aos palcos para entregar aos meus fãs a melhor versão de mim.
O que mais gosta de fazer: cantar ou compor?
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Compor. Eu amo cantar, mas acho que não existiria sentimento na música se não fosse pelas histórias que são contadas através de palavras e melodias.
De onde vem suas inspirações para compor suas letras chicletes?
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Amo essa palavra! Chiclete. Mais ainda porque nunca penso em fazer nada para ser chiclete. Só acaba acontecendo (risos). Essas histórias fazem parte do meu dia a dia, de coisas que eu vivo, sabe? Algumas minhas, outras de amigos. Me inspiro em sentimentos reais, ainda que inspirada em romances vividos em planos fictícios. Tenho um jeito muito específico de ver a vida. Brinco que estou em contato direto com o meu ‘roteirista’ lá no céu e romantizo quase tudo que eu vivo, o que me leva a escrever. Seja isso em música, poema, ou histórias curtas. Me leva a muitas decepções também, mas acho que isso faz parte do roteiro (Risos).
Quem mais te incentivou a seguir como cantora?
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Minha mãe sempre foi a maior apoiadora, tanto que hoje está ao meu lado como minha empresária também. Claro que teve um susto da minha família quando disse que iria largar o direito pra tentar algo na música, mas no fim do dia ela sempre quis minha felicidade e dedicação, seja em qual carreira eu fosse seguir.
Teve medo de não dar certo? Há quanto tempo está nessa caminhada?
Não sei se medo é a palavra certa, pois acho que não tenho muito medo de nada. Claro que existiu ansiedade, dúvidas, e outras questões internas, mas eu sempre tive muita consciência de que às vezes as melhores coisas na vida acontecem porque o que você originalmente queria ‘não deu certo’. Os planos de Deus são perfeitos. Sou apaixonada por música desde muito pequena. Com 6 anos comecei a tocar piano, e aos 8 anos a escrever músicas. Profissionalmente, eu comecei há cerca de 2 anos. Meu primeiro lançamento foi em fevereiro de 2019. O tempo passa rápido, né? Sou muito grata por tudo que venho construindo junto da minha equipe e meus fãs.
Você já foi procurada para parcerias com vários cantores internacionais, a última que surgiu sendo o Will.I.Am do Black Eyed Peas. Está de olho no mercado internacional? Você canta muito bem em espanhol. Como andam os planos para uma carreira internacional?
Ser admirado por alguém que você há tanto tempo admira é um dos sentimentos mais únicos e incríveis que tive o prazer de sentir! Já tenho conversado com alguns artistas de fora sobre possíveis colaborações, assim como também tenho agradecido muito a Deus por toda a inesperada repercussão das minhas músicas em outros países. Foi uma experiencia única ver ‘Menina solta’ e agora ‘Inesquecível também emplacando o #1 em Portugal, assim como as surpresas que apareceram como ‘Chiquita suelta’, a versão em espanhol, ser #1 na Guatemala e figurar nos charts do Uruguai e México e também nas virais do Chile, Argentina e Colômbia. O mais incrível de tudo isso, pra mim, são as mensagens e comentários em redes sociais de pessoas do mundo inteiro que, às vezes, mesmo sem me entender, me apoiam em tudo. Isso só confirma que cada vez mais, muito por conta do streaming e de outras maravilhas da internet, as barreiras estão caindo na música, que caminha pra um futuro mais múltiplo e globalizado. É muito gratificante ver sua música ultrapassar fronteiras.
O que você não perdoa?
Falta de lealdade e preconceito, seja este qual for.
Quais são as qualidades que você admira em uma pessoa?
Simplicidade, humildade e autenticidade. Gosto de gente verdadeira.
O que a gente pode esperar de Giulia Be para 2021?
Muita coisa. (Risos). Uma Giulia que está amadurecendo e que, com isso, trará novidades. Uma menina que está se soltando e se descobrindo. As pessoas estão me conhecendo aos poucos, e sinto que ainda não viram quase nada. Sou uma eterna apaixonada por música boa e acredito que verão isso cada vez mais nos meus próximos trabalhos. Já tenho histórias pra serem contadas e projetos pra serem lançados que eu tenho certeza que trarão fases incríveis pra mim em 2021.
Dizem que jogar um moeda em uma fonte e fazer um só pedido, ele se realiza. O que você pediria para o novo ano que se inicia?
Que esse novo ano pudesse sarar muitas feridas que se abriram em 2020. Eu pediria a vacina pro coronavírus, o fim dessa pandemia, e que Deus pudesse restaurar a alegria e saúde no coração de tantas pessoas pelo mundo inteiro. Espero que esse ano seja mais leve e traga realizações!
 
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