Uma notícia recente traz alívio para milhares de famílias: o Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou R$ 2,68 bilhões para pagar atrasados de ações previdenciárias e assistenciais. O lote atende 173.819 beneficiários em 126.387 processos em todo o país, envolvendo aposentadorias, pensões, auxílio-doença, BPC e outros benefícios.
No total, o CJF liberou R$ 3,22 bilhões para processos contra órgãos do governo federal, e a maior parte vai para ações contra o INSS. Os valores são pagos por meio de Requisição de Pequeno Valor, a RPV, usada para dívidas judiciais de até 60 salários mínimos, o que neste ano dá R$ 97.260. As RPVs incluídas neste lote foram autuadas em agosto de 2026.
Na prática, quem recebe não é qualquer pessoa que teve um pedido negado no INSS. O dinheiro é para quem entrou na Justiça, ganhou a ação e teve a RPV incluída neste lote. O CJF repassa os recursos aos seis Tribunais Regionais Federais, e cada um define a sua data de depósito. No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, os processos ficam com o TRF da 2ª Região, que recebeu cerca de R$ 191 milhões para as ações previdenciárias e assistenciais deste lote. O valor é depositado em conta no Banco do Brasil ou na Caixa, em nome do beneficiário.
Mas atenção: sempre que sai notícia de atrasado, os golpistas aparecem. Eles ligam dizendo que você tem dinheiro para receber e pedem uma "taxa de liberação" ou os seus dados bancários. A Justiça Federal não cobra nenhuma taxa para liberar RPV. Quem pede dinheiro adiantado está tentando te enganar.
O que fazer: entre no site do TRF da sua região e procure a consulta de requisições de pagamento, usando o CPF ou o número do processo. Se você tem advogado, peça a ele a situação atualizada. Se o seu processo não entrou neste lote, acompanhe os próximos, porque o CJF libera novas RPVs todos os meses. É dinheiro que o segurado tem direito de receber, e saber onde consultar evita ansiedade e golpe. Quem acompanha o próprio processo recebe com mais segurança.
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