Aqui neste espaço, dia 27 passado, no abre da coluna, a manchete: "IURD planeja diminuir seus espaços na RedeTV!, TV Gazeta e Canal 21". Logo abaixo, a nota oficial da igreja: "A Universal não está diminuindo, e sim redistribuindo investimentos de TV em melhores canais e horários".
E 48 horas depois o anúncio: "Após 16 anos, TV Gazeta rompe com a Igreja Universal".
Num passado não tão distante assim, já existiu uma tentativa da Universal em comprar o Canal 21, e a Band até aceitou conversar. Só não chegaram a um acordo. De qualquer forma, desde 2013, a igreja se tornou praticamente dona do negócio e passou a ocupar todos os horários da sua programação. Antes já tinha feito a mesma coisa com a rede CNT, da família Martinez, do Paraná.
Na RedeTV!, por outro lado, trabalha-se com a certeza da permanência da IURD até janeiro, muito embora e como todo contrato de concessão de horários, existam cláusulas que amparem seu rompimento a qualquer momento, sendo esta a vontade de uma das partes.
Duas verdades, entre tantas outras, devem ser consideradas. Hoje, além de já possuir meios e canais suficientes, o enfraquecimento financeiro de uma boa maioria das igrejas neopentecostais também permite a IURD se dar ao luxo de gastar menos e escolher o que entende ser o melhor. Pobres das TVs que passaram a depender dela.
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