VLT foi interrompido em alguns trechos por conta de tiros no Morro da Providência - Arquivo / Agência O Dia
VLT foi interrompido em alguns trechos por conta de tiros no Morro da ProvidênciaArquivo / Agência O Dia
Por Cassio Bruno (interino)

Rio - Se tem uma obra no Rio de Janeiro que representa desperdício de dinheiro público, esta é a do teleférico do Morro da Providência. Não bastasse a paralisação do serviço, em dezembro de 2016, as estações, agora, se transforaram em alvo de invasões e de depredação durante a noite e na madrugada.

A da Central do Brasil, em frente ao prédio da Secretaria de Segurança Pública, é o retrato do descaso. Todo o projeto foi inaugurado em julho de 2014 pelo ex-prefeito Eduardo Paes e pelo governador Luiz Fernando Pezão (ambos, à época, do PMDB), às vésperas da campanha eleitoral. Custou a bagatela de R$ 75 milhões.

Elefante branco

O teleférico se tornou um elefante branco em meio à já degradada região da Central do Brasil. As outras duas estações, do Alto da Providência e da Gamboa, também estão sucateadas. A viagem, então gratuita, percorria 721 metros e atendia quase cinco mil moradores da favela.

Sem orçamento

A PM afirma que patrulha a área. A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (CDURP), empresa da prefeitura que gere o Porto Maravilha, disse que o contrato expirou no fim de 2016 e, por enquanto, não há previsão orçamentária. O custo mensal é de R$ 1 milhão.

Implosões

A prefeitura do Rio gastará R$ 9,2 milhões para demolir quatro imóveis na Mangueira, Zona Norte. O primeiro, do IBGE, foi no dia 13. A empresa contratada (sem licitação) é a Fabio Bruno Construções Ltda. A área dará lugar ao Minha Casa Minha Vida.

Outros contratos

A Fabio Bruno é conhecida da prefeitura. Já conquistou 24 contratos (15 sem licitação) nas gestões de Cesar Maia, Eduardo Paes e Crivella - total de R$ 43,9 milhões. O levantamento é da vereadora Teresa Bergher (PSDB).

Explicação

A Secretaria municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação diz que não houve licitação porque o prédio ameaçava desabar. Afirma que a implosão do segundo prédio do IBGE ocorrerá em 10 de junho. O terceiro será derrubado até o fim do mesmo mês. Já o quarto não tem previsão. Esclarece ter contratado a empresa pelo menor preço e por sua experiência no mercado.

Agora é oficial

O deputado estadual Rafael Picciani reuniu ontem equipe e aliados, na sede do MDB, para oficializar o que todos já sabiam: não vai disputar a reeleição. O rapaz cuidará dos negócios da família. O pai Jorge e o irmão Felipe foram presos na Operação Lava Jato.

Jogou a toalha

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), ao que tudo indica, desistiu de concorrer à reeleição. Segundo petistas, ele até encomendou pesquisa de intenção de voto para deputado federal. Caminho livre à esquerda para Chico Alencar (Psol-RJ), deputado que tentará o Senado.

Cara de pau

Aliado e amigo de Sérgio Cabral, um deputado estadual dispara mensagens por celular para eleitores: "Nunca respondi a um inquérito criminal! Nunca tive condenação. Zero de inquérito em Lava Jato!" E critica a operação: "Apurar, sim! Punir, sim! Mas dentro do devido processo legal".

Você pode gostar
Comentários