Em reunião com o secretariado do prefeito, chefe da Casa Civil avisou que menos 30 vereadores barrariam o pedido de impeachment - Cesar Sales / Agência O Dia
Em reunião com o secretariado do prefeito, chefe da Casa Civil avisou que menos 30 vereadores barrariam o pedido de impeachmentCesar Sales / Agência O Dia
Por Cassio Bruno (interino)

Rio - O resultado desta quinta-feira na Câmara já era esperado. No dia anterior, o chefe da Casa Civil, Paulo Messina, comandou uma reunião com todo secretariado do chefe Crivella para anunciar que pelo menos 30 vereadores barrariam o pedido de impeachment. Errou por apenas um voto. Fortalecido após a saída do adversário e ex-secretário Cesar Benjamin (Educação), Messina, que pedira demissão, agora, reina absoluto na Prefeitura.

O "primeiro-ministro" estava tão certo da vitória que nem teve o trabalho de deixar o cargo para assumir a cadeira de vereador e ajudar o patrão. No encontro, Messina prometeu ouvir todos os secretários separadamente e as suas reivindicações. Ou seja: pôr ordem na casa.

Pivô nervosinho

Rubens Teixeira, pré-candidato a deputado federal pelo PRB, entrou na Câmara pela escadaria. Foi vaiado e xingado. Nervoso, jogou água e arremessou a garrafinha contra os manifestantes. Teixeira estava na reunião secreta com Crivella e os evangélicos.

Palanque

O vereador Professor Tarcísio Motta (Psol), pré-candidato ao governo, usou a tribuna como palanque. Atacou o futuro adversário: "A gestão de Eduardo Paes (DEM) merece ser investigada?", perguntou ele à plateia.

Maior derrotada

Na avaliação de quem entende, Rosa Fernandes (MDB) foi a maior derrotada. Virou oposição aos 45 do segundo tempo e perdeu muitos cargos na prefeitura. Depois, tentou agendar reunião com Crivella. Foi ignorada.

Voz da experiência

A sessão pegando fogo e Cesar Maia (DEM), lá na dele, não levantou sequer da cadeira. Ficou sereno e sem a histeria dos colegas. O ex-prefeito votou a favor do impeachment.

Funk retrô

O público que foi à Câmara em apoio a Crivella adotou o Rap da Felicidade. Quem lembra? "Eu só quero é ser feliz/andar tranquilamente na favela onde eu nasci, é/e poder me orgulhar/e ter a consciência que o pobre tem seu lugar".

Dança da pizza

O rebolado do vereador Otoni de Paula (PSC), na sessão que livrou Crivella, fez lembrar a dancinha da ex-deputada federal Ângela Guadagnin (PT-SP), em 2006. Ela comemorou a absolvição do colega João Magno (PT-MG) no mensalão. O episódio virou símbolo de impunidade no país.

Correndo atrás

Três pré-candidatos ao governo se encontraram em voos de ida e volta de Brasília anteontem: Eduardo Paes (DEM), Anthony Garotinho (PRP) e Indio da Costa (PSD). Todos em busca de alianças.

Puxou o tapete

Em Nova Iguaçu, o suplente Vaguinho Neguinho (MDB) pediu a cassação do vereador Juninho do Pneu (DEM) por infidelidade partidária.

Sem politicagem

Lembra do pré-candidato a deputado federal Carlinhos Presidente (PHS), autor do anúncio da falsa parceria com o Flamengo? O caso foi revelado aqui nesta quarta. Ele cancelou a peneira de amanhã no Esporte Clube Miguel Couto.

Pior transporte

O Rio ficou em último entre 74 cidades de 16 países em relação ao transporte público. Os cariocas gastam, em média, uma hora e meia dentro condução todos os dias. A pesquisa é da norte-americana Expert Market.

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