'Se Paes perder a eleição, vai embora para o exterior de novo', ataca vice de Romário

Marcelo Delaroli (PR) chegou a ser cotado como vice na chapa de Eduardo Paes, mas agora é crítico do ex-prefeito. Para ele, falta de experiência de Romário não prejudicará o desempenho nas urnas

Por Paulo Capelli

Marcelo Delaroli e Romário selaram aliança no último dia 3. Camisa de Maricá foi provocação a Paes?
Marcelo Delaroli e Romário selaram aliança no último dia 3. Camisa de Maricá foi provocação a Paes? -

RIO - De quase vice na chapa de Eduardo Paes (DEM) a crítico ferrenho do ex-prefeito, o deputado federal Marcelo Delaroli diz que lutou para que o seu partido, o PR, optasse por Romário (Podemos) na disputa ao governo do Rio. "O Paes estava há tempos no exterior. Se perder a eleição, vai embora de novo", ataca. Para Delaroli, a falta de experiência administrativa de Romário não afetará o desempenho nas urnas.

O DIA: No dia em que o seu partido selou aliança com Romário, o ex-jogador vestiu uma camisa com o dizer "Eu amo Maricá". O senhor que deu a blusa a ele? Foi uma provocação a Eduardo Paes, que em grampo telefônico chamou a cidade de "m... de lugar"?

Marcelo Delaroli: Eu que dei de presente. Não foi provocação. Já tinha feito a blusa para eu usar. Mas aí acabei levando para o Romário. Ele viu, gostou e quis ficar com ela. Mas faço uma observação em relação ao Paes: fui assaltado à mão armada na minha cidade, em frente à rodoviária. Levaram tudo meu. Eu sei realmente o que a população do estado está sentindo. Então é muito ruim ver um cara que, a partir do momento que deixou de ser prefeito, foi morar no exterior ganhando uma fortuna. Agora, volta só para ser candidato. Se perder a eleição, vai embora de novo.

Em postagem no Instagram, Paes disse que não se aliou ao PR porque o prefeito de Maricá, Fabiano Horta (PT), disse com quais companhias ele "não devia andar".

A gente sabe que não foi por aí, muito pelo contrário. O Paes queria o apoio do PR não só por mim, mas pelo tempo de (propaganda na) televisão que o partido agrega. Eu fico feliz que o PR tenha me ouvido. A todo momento eu dizia que, apesar de ser partidário, não me sentia bem naquele tipo de aliança. Já em relação às companhias, ele não é o cara mais indicado para falar sobre isso, tendo em vista as companhias com as quais sempre andou. O Paes tem pensado no assunto porque está se sentindo solitário. As principais companhias dele estão presas.

Caso Romário vença, o senhor será o secretário de Segurança, já que é ex-PM e tem discurso voltado para a área?

Não. Provavelmente, não. Tenho o perfil e tenho me preparado para isso e tal, mas não é o que a gente pensa neste momento. Se tiver que ser, como bom soldado, eu encaro a missão. Mas ainda não temos esse nome.

Romário não possui experiência administrativa com a qual possa convencer o eleitorado a votar nele. Isso não será um problema?

Não será, porque o Romário está com esse pensamento de montar um grande time, uma grande seleção com ele. Num primeiro momento acho que isso (falta de experiência) é até bom, porque ele está muito preocupado em botar pessoas boas ao lado dele.

O seu partido apoiará Geraldo Alckmin (PSDB-SP) à presidência da República, mas o senhor é entusiasta de Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Em quem votará?

No Jair Bolsonaro. 

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Romário entre o seu vice, Marcelo Delaroli, e Altineu Côrtes, presidente do PR-RJ Divulgação
Marcelo Delaroli e Romário selaram aliança no último dia 3. Camisa de Maricá foi provocação a Paes? Foto de leitor

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