Marcelo Trindade, candidato do Novo ao governo do Rio - Divulgação/ Marcos André Pinto
Marcelo Trindade, candidato do Novo ao governo do RioDivulgação/ Marcos André Pinto
Por Paulo Capelli

Rio - A Coluna entrevista hoje Marcelo Trindade, candidato do Novo ao governo do Rio. O advogado, que é professor de Direito e ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliares, disputa a sua primeira eleição.

O DIA: Como vê a polarização, segundo as pesquisas, entre Romário (Podemos), Eduardo Paes (DEM) e Anthony Garotinho (PRP)?

O discurso do Paes e do PMDB é um discurso de sequestrador, o discurso do medo. Tentam dizer que é melhor aderir ao voto útil e eleger Paes do que botar Romário ou Garotinho no governo. Eu digo que esse é o voto inútil. Se a gente sofreu 12 anos nas mãos do PMDB e vota em um candidato do PMDB, mesmo que ele não seja mais filiado ao partido, você joga a oportunidade no lixo, porque já sabe qual vai ser o resultado. Vamos tentar fugir do cativeiro, vamos eleger o partido Novo.

O senhor foi professor de Prática Forense de Eduardo Paes na faculdade de Direito da PUC. Ele foi um bom aluno?

O Eduardo ia muito pouco às aulas, porque já era prefeitinho (subprefeito) da Barra da Tijuca. Tomou segunda chamada (após perder uma prova). Acho que a população não vai dar a a ele a chance de uma segunda chamada (risos).

O senhor investiu R$ 600 mil do próprio bolso na sua campanha. É um valor considerável. Vale o risco, mesmo estando distante dos concorrentes nas pesquisas?

Estou financiando, mas não sozinho. Sou do mercado de capitais, então, quando você pede (dinheiro), você põe o seu também para mostrar que está alinhado e que acredita no projeto. Colocar dinheiro na própria campanha, para quem pode, e eu posso, é um gesto necessário para estimular.

A sua campanha enfrenta dificuldades, como pouco tempo de propaganda eleitoral e a não participação nos debates da TV. Acredita que pode chegar às cabeças?

Nunca houve uma eleição como essa, em que há um alto nível de rejeição às figuras conhecidas. E um percentual enorme de eleitores, mais do que a soma dos três que estão em primeiro lugar, diz que ainda não sabe em quem vai votar. Na pesquisa estimulada (em que os candidatos são citados) do Ibope, tenho 5% da preferência dos eleitores que ganham mais de cinco salários mínimos, que são formadores de opinião. E entre os jovens, que são mobilizados, tenho 4%. Tenho convicção de que a gente vai conseguir reverter. Faltam mais de 40 dias. Não é papo de candidato.

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