Prefeitura estuda tirar Museu do Amanhã das mãos da Fundação Roberto Marinho

Fontes ligadas a Marcelo Crivella revelam que prefeito avalia abrir licitação ou assumir integralmente a responsabilidade pelo empreendimento

Por PAULO CAPPELLI

O Museu do Amanhã foi inaugurado em dezembro de 2015 com a presença da então presidente Dilma Rousseff
O Museu do Amanhã foi inaugurado em dezembro de 2015 com a presença da então presidente Dilma Rousseff -

Fontes ligadas a Marcelo Crivella (PRB) revelam: a prefeitura estuda tirar o Museu do Amanhã das mãos da Fundação Roberto Marinho (FRM). As opções em análise incluem abrir licitação para escolher novo administrador e curador e, até mesmo, assumir integralmente a responsabilidade pelo empreendimento. A manutenção do Museu do Amanhã, instalado na Região Portuária, custa cerca de R$ 40 milhões anuais, dos quais R$ 12 milhões são repassados pelo município e R$ 28 milhões são obtidos pela FRM junto a apoiadores privados.

Oficialmente, a prefeitura não se pronuncia. Diz apenas que a Cidade das Artes, outro empreendimento de grande porte, na Barra, custava R$ 32 milhões anuais na antiga gestão. E que, hoje, custa a metade, e o público triplicou.

Segue

Durante a administração do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), o município investiu R$ 215 milhões na construção do Museu do Amanhã. Segundo o site do empreendimento, o Amanhã é uma iniciativa da prefeitura, "concebido e realizado em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo, tendo o Banco Santander como Patrocinador Master e a Shell como mantenedora."

Em baixa na Baixada

O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB-SP) quer fazer uma agenda de campanha quinta-feira, em Nova Iguaçu, com Eduardo Paes, Cesar Maia e Rodrigo Maia, políticos do DEM que concorrerão respectivamente ao governo do Rio, ao Senado e à Câmara dos Deputados. Ocorre que, apesar de pertencer à coligação do PSDB, o trio quer distância do tucano, que não consegue melhorar nas pesquisas. Será um novo 'olé' de Paes em Alckmin.

Bolsonaro e o voto duplo

Como são duas vagas ao Senado, Jair Bolsonaro (PSL-RJ) gravou propaganda ontem ao lado de dois postulantes. Além de pedir votos para seu filho Flávio Bolsonaro (PSL), o presidenciável aparecerá na TV com Arolde de Oliveira, do PSD. O apoio não se estende a Indio da Costa, nome do PSD ao governo.

Fora de campo

Romário (Pode) não vai hoje ao debate de candidatos ao governo promovido pelos jornais 'O Globo' e 'Extra'. Dá a sua versão: "Não estou correndo de nada. Até porque não tenho pretensão de ser o rei do debate. Tivemos ex-governadores que são excelentes oradores e estão presos. Outro está na fila para ser. Só vou aos debates que entenda que tenho que ir. Não vou aceitar pressão dos adversários", diz ele, cuja agenda hoje prevê carreata em oito cidades do Noroeste fluminense.

Boi na Saúde

Publicação no Diário Oficial de ontem revela que a Secretaria Estadual de Saúde se disponibilizou a pagar R$ 213 mil à... 'M. B. Martins Agropecuária'. Procurado pela Coluna, o governo afirmou que a empresa escolhida não cuida só de bois, mas que também tem como atividade econômica secundária a venda de equipamentos médico-hospitalares. A verba é referente à aquisição de equipo de gostas de infusão intravenosa.

Nota de domingo

A Coluna mostrou que a Assembleia Legislativa votará emenda que poderá conceder cotas em universidades estaduais para imigrantes refugiados. A deputada Martha Rocha (PDT) pede que se ressalte que assinou o texto na condição de 'apoiadora' e não de 'autora'.

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