Wilson Witzel em visita ao jornal O Dia - Márcio Mercante/ Agência O Dia
Wilson Witzel em visita ao jornal O DiaMárcio Mercante/ Agência O Dia
Por PAULO CAPPELLI

Governador eleito, Wilson Witzel (PSC) disse ao Informe que não vai interferir na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa: "Não vou influenciar de nenhuma forma. Eu respeito a Alerj e prezo pela independência dos poderes. Assim como não vou me meter em quem vai ser o próximo presidente do Tribunal de Justiça, nem do Tribunal de Contas. É um relacionamento democrático."

A neutralidade deverá beneficiar André Ceciliano (PT), presidente em exercício que tenta permanecer no comando da Casa. Até o momento, o petista concorre com André Corrêa (DEM), Márcio Pacheco (PSC) e Rodrigo Amorim (PSL). Sendo que, apesar de os três últimos almejarem a presidência, afirmam que estão unidos e chegarão a um consenso para derrotar Ceciliano.

E agora, Witzel?

O governador eleito, contudo, sofrerá pressão. Responsável por estreitar a relação do ex-juiz com o clã Bolsonaro — fator determinante para o sucesso de Witzel nas urnas — Rodrigo Amorim (PSL) pretende se reunir com o futuro governador. "Vamos sentar e conversar. Não aceitamos dialogar com qualquer projeto que envolva a permanência do PT no comando da Alerj. Falo isto em sintonia com o senador Flávio Bolsonaro (PSL)."

Providências

Subestimado nas pesquisas de intenção de voto tanto no primeiro quanto no segundo turnos, Witzel defende um marco regulatório para a divulgação dos resultados: "As pesquisas erraram por muito. E elas balizam o espaço democrático dos candidatos, à medida que você fica impedido de estar em um veículo de comunicação pautado por uma pesquisa. Isso é um ato que atenta contra a própria democracia. Ou nós não permitimos mais que veículos de comunicação contratem pesquisas ou há de se dar espaço pra todo mundo. Aí acho razoável um critério único, que é o de representatividade política do partido."

Representante da Câmara

Jair Bolsonaro (PSL) será o primeiro deputado federal a trocar o mandato pelo de presidente da República.

Paes Guevara

Eduardo Paes (DEM) conseguiu neutralizar o apoio verbal do clã Bolsonaro a Witzel no segundo turno, mas não o virtual. Um integrante da campanha do ex-prefeito afirma que, no dia da eleição, bombou no WhatsApp uma mensagem que associava Paes ao... "perigo da volta do comunismo". Isso por conta da relação do ex-prefeito com o presidente do PT-RJ, Washington Quaquá. "Essa corrente nos prejudicou bastante nos locais onde há falta de informação", diz o interlocutor de Paes, atribuindo o disparo da mensagem à equipe de Bolsonaro.

Prefeitura 2020

Aliás: a derrota de agora torna Paes um nome forte para a disputa da Prefeitura do Rio.

Um PSL no caminho

E, como na política bons momentos devem ser aproveitados, Paes deverá ter como adversário um nome do PSL apoiado pelo PSC de Witzel.

Obras paradas

Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli se reuniu com presidentes de tribunais de contas de todo o país para discutir o acompanhamento de obras paradas nas áreas de Saúde, Educação e Infraestrutura. O TCU estima que R$ 144 bilhões deixem de circular no Brasil por conta de obras inacabadas.

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