Witzel pode ter dificuldades para aprovar projetos decisivos para o Estado

O que mais preocupa é a prorrogação do Fundo de Combate à Pobreza

Por CÁSSIO BRUNO

Rio - Com 10 deputados presos na Operação Furna da Onça e outros 31 que não continuam o mandato no próximo ano, o governador eleito, Wilson Witzel (PSC), pode ter dificuldades para aprovar nas próximas sessões projetos decisivos para o Estado. O que mais preocupa é a prorrogação do Fundo de Combate à Pobreza, uma alíquota extra no ICMS que representa R$ 5 bilhões nos cofres públicos.

Como o déficit para 2019 já está em R$ 8 bilhões, o fundo torna-se vital. E, por se tratar de um projeto de Lei Complementar, a matéria precisa de maioria absoluta, ou 36 votos favoráveis.

Sinais trocados

Witzel pode ter uma ajuda inusitada: a bancada de oposição na Alerj é favorável à prorrogação da medida, que financia programas sociais. A maior resistência pode vir de entidades como a Firjan. Na última prorrogação, em 2013, os empresários que costumam apoiar a maioria das medidas do Executivo chegaram a ir à justiça contra a alíquota extra.

Aliás...

O presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), alerta para fortes emoções da próxima quarta-feira até 11 de dezembro. Na agenda, votações da prorrogação do estado de calamidade financeira do governo, da Lei Orçamentária Anual e do fim do Detro, entre outras.

Superfaturamento

Uma CPI aberta na Câmara de Mesquita concluiu que houve superfaturamento de R$ 30 milhões referentes aos pagamentos de salários de funcionários de cooperativas que prestam serviços ao município. As irregularidades, segundo o relatório final, ocorreram em 2017 e este ano.

Outro lado

O documento foi encaminhado ao Ministério Público, à Draco e à Delegacia Fazendária. Em nota, a prefeitura de Mesquita nega e "questiona o parecer de uma CPI formada por vereadores sem o devido conhecimento para embasá-lo".

Abaixo-assinado

Funcionários do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) preparam um abaixo-assinado para ser entregue ao senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL). Eles pedirão que a nova diretoria não seja formada mais por indicações políticas.

Trauma da corrupção

O grupo quer que Flávio leve a reivindicação ao seu pai, Jair Bolsonaro (PSL), presidente eleito. Os profissionais estão traumatizados com os casos de corrupção no Into. Sérgio Côrtes, ex-diretor e preso na Lava Jato, é um dos exemplos citados.

Turismo

Um dos mais importantes cartões postais do Rio passou a ser a Orla Conde, no Porto Maravilha, viabilizado depois da derrubada da Perimetral. Otávio Leite, futuro secretário de Turismo de Witzel, veja só, era contra o projeto.

Pra quê?

A prefeitura de Japeri pagará a três empresas R$ 5,5 milhões. Segundo os contratos (de um ano), o dinheiro será para "desenvolvimento de sistemas para fornecimento de serviços de conversão e migração de dados".

Já o prefeito...

O prefeito Carlos Moraes (PP) continua preso por suspeita de envolvimento com o tráfico. A conta da informática será do vice César Melo (PSB).

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