Empreiteiro foi sequestrado em Campos porque teria recebido propina

Em depoimento à polícia, bandidos disseram que cometeram o crime após saberem que Cristiano Tinoco estava com dinheiro em casa. Mandante foi o melhor amigo da vítima

Por CÁSSIO BRUNO

O empreiteiro Cristiano Tinoco (à esquerda) e Zé Maurício, ex-melhores amigos, em um restaurante
O empreiteiro Cristiano Tinoco (à esquerda) e Zé Maurício, ex-melhores amigos, em um restaurante -

Em 3 de dezembro do ano passado, o empreiteiro Cristiano Tinoco foi sequestrado em Campos. Ele, que tem contratos na prefeitura de lá, foi rendido ao sair da Secretaria de Obras. Os bandidos o levaram até em casa e roubaram R$ 200 mil em dinheiro vivo.

A polícia descobriu que o mandante era José Maurício Ferreira Filho, o Zé Mauricio, melhor amigo da vítima. O empreiteiro é irmão de César Tinoco, chefe de gabinete do prefeito Rafael Diniz (PPS). Em depoimento, um dos sequestradores presos revelou a motivação do crime: "Sabemos que você (Cristiano) recebe o dinheiro de propina da prefeitura e nós queremos", disse.

Arrecadação

Um outro sequestrador, também em depoimento obtido pela Coluna, manteve a versão do comparsa sobre o caso: "Você (Cristiano) vence todas as licitações da prefeitura e é quem arrecada as propinas para o prefeito Rafael Diniz, e, depois, o prefeito repassa a sua parte".

Outro lado

À polícia, Cristiano negou ter recebido propina. Em nota, Rafael Diniz diz que o empreiteiro fez contratos com a gestão anterior: "Supostas declarações não podem servir para que se façam ilações indevidas e sem qualquer tipo de sustentação comprobatória".

2020 é logo ali

Apesar de Eduardo Paes, derrotado ao governo do Rio, descartar uma candidatura à Prefeitura pelo DEM, Cesar Maia ainda não descarta totalmente a possibilidade: "Nem ele sabe. Voltou ao setor privado. Depende da decisão dele", disse o vereador.

Reta final

Cesar acha natural o prefeito Marcelo Crivella (PRB) tentar a reeleição. "Cada vez mais as eleições se decidem na reta final", ponderou.

Aliás...

O vereador sabe bem. Líder das pesquisas ao Senado, foi derrotado de virada por Arolde de Oliveira (PSD) por 54.631 votos.

Wicksey?

Ao explicar a derrota, Cesar Maia ironiza: "O crescimento do Wicksey (Wilson Witzel) no final".

A bola da vez

Verena Andreatta, secretária de Urbanismo de Crivella, está na marca do pênalti. É possível que, em breve, o prefeito a exonere. Ela é indicação do ex-deputado federal Indio da Costa (PSD), ex-secretario da pasta.

Segue...

Como Indio e Crivella romperam, o bispo licenciado da Universal aproveitará a reforma do secretariado para demitir as indicações do antigo aliado.

Sempre os jornalistas

Witzel tentou culpar a imprensa, que revelou sua aproximação, em segredo, do petista André Ceciliano: "A população não é boba. Digo e repito: não interferi na eleição da Assembleia Legislativa do RJ", escreveu na rede social.

Não é só ele

Antes da posse, o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL) tentava defender o senador Flávio Bolsonaro, enrolado com o Coaf. "É massacre da imprensa porque ele é filho do Jair. Querem achar pelo em ovo".

Mais do que já está?

A demora para dar posse aos deputados presos tem um motivo singelo: amenizar a repercussão negativa dos que estão soltos.

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