Em meio a tragédias no Rio, Witzel e Crivella se atacam de olho nas eleições de 2020

Governador e prefeito começaram as brigas ainda no ano passado. Os dois trocam farpas publicamente

Por CÁSSIO BRUNO

Witzel e Crivella
Witzel e Crivella -

Nos momentos em que a população mais precisa das autoridades, em sucessivas tragédias ocorridas no Rio, o governador Wilson Witzel (PSC) e o prefeito Marcelo Crivella (PRB) têm mostrado, publicamente, que estão desafinados. Eleitos para o primeiro mandato, os dois trocam acusações e culpam um ao outro por problemas relacionados à prestação de serviços públicos.

As picuinhas começaram quando Witzel descartou a participação do filho de Crivella em seu governo, em novembro. No episódio, o prefeito declarou que Witzel iniciava a vida pública de maneira “desrespeitosa e arrogante”. Num vídeo, disse que “só um idiota descarta aquilo que não tem”.

Briga variada

Desde então, os atritos entre Witzel e Crivella não cessaram. O fogo cruzado continuou envolvendo temas como Carnaval, administração de hospitais e segurança.

2020 é logo ali

Agora, a guerra entre o ex-juiz federal e do bispo ganha mais um ingrediente: as eleições. Witzel sinaliza apoiar uma possível candidatura do deputado Rodrigo Amorim (PSL) a prefeito. Crivella flerta com a reeleição.

Enquanto isso...

Uma turma simpática ao ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) criou nas redes sociais o “Somos Todos EP - Eduardo Paes 2020”. Ele próprio segue o perfil.

Segue...

No Instagram, a homenagem traz fotos de Paes em momentos positivos ao longo de seus dois mandatos de prefeito.

Mas...

Claro, nas imagens, nada dos antigos aliados Sérgio Cabral, Pezão, Jorge Picciani, Paulo Melo e Eduardo Cunha. Todos presos na Lava Jato.

PL, o retorno

Ao assumir a Presidência do PR do município do Rio, Nilton Caldeira, ex-subsecretário de Crivella, se movimenta para que a sigla volte a se chamar Partido Liberal, dos tempos de Alvaro Valle.

Pressão

Um dos coordenadores de Operações da Prefeitura do Rio conta que, nas fiscalizações na Muzema, as equipes eram intimidadas. “Os milicianos acompanham de perto. Tiram fotos da gente. É complicado”, revela.

Fora da ordem

Então aliado de Cabral, Pezão e Picciani, o deputado estadual Max Lemos (MDB) protocolou um pedido de abertura de CPI para apurar o estado de má conservação do... Arco Metropolitano!

É que...

O Arco custou R$ 2 bilhões e a força-tarefa da Lava Jato encontrou superfaturamento na obra do grupo político de Max.

Pelas beiradas

Quem está quieto dando as cartas em Niterói é o ex-deputado estadual e ex-vice-prefeito da cidade Comte Bittencourt (PPS).

Vice derrotado

Após abrir mão do cargo para ficar na Alerj e perder a eleição na chapa de governador de Paes, Comte retornou à terra natal.

Quem manda, Rodrigo?

Comte é secretário de Governo e tem poder de decisão em áreas de infraestrutura.

Que calor!

Funcionários da Cedae trabalham sem ar condicionado desde do dia 4.

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