Witzel: o risco de antecipar a campanha eleitoral de 2022

Rompimento do governador do Rio com o presidente Bolsonaro terá consequências

Por CÁSSIO BRUNO

Witzel e Bolsonaro: de aliados a possíveis rivais nas eleições de 2022
Witzel e Bolsonaro: de aliados a possíveis rivais nas eleições de 2022 -
RIO - Wilson Witzel (PSC) não esconde de ninguém que governa o Estado do Rio com desejo de ser presidente da República. Tal intenção, externada em entrevistas públicas, provocou uma crise com o clã Bolsonaro, que ainda parece longe do fim. Nos bastidores, pessoas próximas ao governador vêm fazendo análises do atual cenário, e suas consequências em curto e médio prazo. Rompimentos semelhantes, ocorridos no passado, são lembrados frequentemente. Como, por exemplo, a briga de Moreira Franco com José Sarney, no fim dos anos de 1980, que deixou o Rio de Janeiro na penúria.

COALIZÃO É APONTADA COMO SAÍDA

Para evitar sofrer derrotas importantes na Alerj, uma das ideias seria Witzel aderir a um governo de coalizão, fechando coligação institucional com partidos importantes, entre eles DEM, PSD, PP e MDB. De fato, a ordem dada pelo senador Flavio Bolsonaro para que a bancada do PSL migrasse para a oposição ainda não foi posta a prova na Assembleia. O tema tem sido, inclusive, tratado como chacota entre os parlamentares. Só a próxima votação relevante no plenário vai dar a resposta.

PLEITO MUNICIPAL: APOIO RELATIVO

Com a política de forte enfrentamento ao tráfico na área da segurança pública, e o estratégico discurso inflamado para atrair o eleitorado bolsonarista, Witzel acaba atraindo para si críticas de parte da sociedade. E mais: com recursos escassos da máquina estadual para investimentos em infraestrutura, análises indicam que não é garantida a transferência de votos aos candidatos a prefeito no ano que vem. A conferir.

DEM: PLANO DE GOVERNO SEM PAES

Com foco nas eleições, o diretório municipal do DEM lança amanhã o Núcleo de Políticas Públicas (NEEP). O objetivo é construir o plano de governo do partido. Mas... a estrela principal, Eduardo Paes, pré-candidato a prefeito, não estará presente. Paes viajará para Salvador a trabalho pela BYD Motors, onde é presidente para a América Latina.

VETADO PELO PRÓPRIO PARTIDO

O deputado estadual Subtenente Bernardo anda se estranhando com a chefe de sua legenda, Pros, a deputada federal Clarissa Garotinho. Ele quer ser candidato a prefeito em Cabo Frio e não terá legenda.

DOR DE CABEÇA PARA MARINHO

Não apenas o prefeito de Mesquita, Jorge Miranda, deixará o PSDB. Mais gente se prepara para o desembarque do partido comandado por Paulo Marinho, braço-direito no Rio de João Doria, governador de São Paulo.

A FAMÍLIA AINDA NÃO SABE

Há suspeita de que um bebê morto tenha sido incinerado sem querer em um hospital público do Rio. O corpo foi posto em uma das caixas onde ficam órgãos amputados e confundido. A polícia abriu investigação.

FESTAS, BARULHO E ATÉ QUEIMADAS

Moradores do Novo Leblon, na Barra, estão revoltados com o Corpo de Bombeiros. Tudo porque uma turma da corporação não tem respeitado a lei do silêncio numa área cedida a ela na Avenida Dulcídio Cardoso.

E AINDA NEM COMEÇOU

Os vereadores do Rio Professor Adalmir (PSDB) e Professor Célio Lupparelli (DEM), que tentarão a reeleição, já brigam por territórios em busca de votos.

PICADINHO

A Unigranrio, em Caxias, realiza amanhã, quarta e quinta a Semana de Responsabilidade Social em apoio ao Setembro Amarelo.

A Casa do Porto faz, na sexta, às 16h, mesa de debates sobre a importância cultural de João Cândido e aspectos do teatro.

O Passeio Shopping, em Campo Grande, promove o evento ‘Tarde Dançante com Helô Reis’, no próximo dia 28.

DESCE

ADILSON PIRES

O ex-vice prefeito do Rio renunciou à disputa para a diretório municipal do PT. A liderança fica com Tiago Santana.

DESCE

DIRETOR DE TV

João de Faria Daniel foi um dos alvos da Operação Celebrate, no Rio, por suspeita de tráfico de drogas.

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