Mesmo cada parlamentar tendo um gabinete inteiro à sua disposição, no prédio anexo da Assembleia Legislativa, está autorizado a alugar, com recursos públicos, escritórios de apoio, uma espécie de extensão do gabinete. Logo que isso foi liberado pela Casa, em abril, parte dos estaduais fluminenses alugou salas em cidades do interior e da Baixada, onde ficam suas bases eleitorais. Mas algumas locações chamam a atenção devido à proximidade com o próprio gabinete do parlamentar. Afinal, se já possui um espaço, por que alugar uma sala quase ao lado? Um dos casos é o de Rodrigo Amorim (PSL), que mantém um escritório a 63 metros da Alerj, ao custo de cerca de R$ 3 mil mensais.
PRÁTICA COMUM ENTRE OS PARLAMENTARES
A assessoria de Amorim informou que seu escritório, na Rua da Assembleia, é oficial e consta no Portal da Transparência. "É usado por uma fração da equipe de gabinete para atendimento e comunicação. Ser perto da Assembleia Legislativa era pré-requisito quando foi alugado, por motivos óbvios", diz trecho de nota.
Jorge Felippe Neto (PSD) também alugava uma sala na mesma rua, com o mesmo custo de R$ 3 mil mensais. Mas alega que o espaço foi desativado.
Outra locação que chama a atenção está no nome de Mônica Francisco (PSOL), que também mantém uma sala no Centro, a R$ 1.659,25 mensais. Mas diz que o espaço foi alugado para a Comissão de Trabalho, da qual é presidente.
Vale lembrar que nossos nobres parlamentares serão transferidos para a nova sede da Alerj já no ano que vem. Lá, cada gabinete terá cem metros quadrados. Será que ainda assim vai faltar espaço?
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