Famílias de Marielle e Anderson não querem que a investigação saia do Rio

Eles enviaram carta aos ministros do STJ.

Por Sidney Rezende

Mônica Benício
Mônica Benício -
Na próxima quarta-feira (27), no Superior Tribunal de Justiça (STJ), acontecerá o julgamento para decidir se haverá ou não a federalização do caso Marielle Franco e Anderson Gomes. Parentes de Marielle e Anderson lançaram, junto com movimentos sociais e organizações de direitos humanos, a campanha "Federalização não". Em carta enviada aos ministros do STJ, parentes afirmam: "Senhoras e Senhores Ministros, nesse cenário de incertezas e denúncias graves de interferência na Polícia Federal, nossas famílias não podem aceitar que as investigações dos assassinatos de Marielle e Anderson sejam federalizadas”.
Monica Benicio, viúva de Marielle, diz que “não há um dia que eu abra os olhos e não conte cada dia sem a resposta de quem mandou e por que mandaram matar Marielle? Falta menos de uma semana para votação do STJ, e é mais um momento de angústia. Não há motivos técnicos que justifiquem a federalização nesse momento e há razões políticas para não federalizar. Não consigo dormir sabendo da possibilidade da Polícia Federal - que Jair Bolsonaro quer controlar - cuidando do caso Marielle. Ele já demostrou profundo desrespeito pela memória dela, além de o nome de sua família ter sido mencionado por ter possível envolvimento com o acusado de ser o executor de Marielle e Anderson. Acreditamos que a federalização será a abertura do caminho para a impunidade. Queremos que as investigações corram com imparcialidade de quem investiga. Independentemente do cargo que ocupe, ou qual sobrenome possa ter, é um compromisso com a democracia brasileira a elucidação do envolvimento de toda e qualquer pessoa que possa ter algum tipo de relação com o assassinato de Marielle e Anderson".

Pedro Paulo manda tréplica para vereador Felipe Michel

Deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) - Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Pedro Paulo respondeu a um texto do vereador Felipe Michel publicado em O Dia: "O vereador Felipe Michel, no desespero de puxar o saco do Crivella, faz um artigo fraco e equivocado. E muitas vezes na preguiça e incapacidade de usar dados e informações corretas, recorre à mentira e acusações no ar. Isso é ruim para o bom debate sobre a cidade. A municipalização dos hospitais Albert Schweitzer, Rocha Faria e Pedro II, os três na Zona Oeste, foi uma decisão política, de saúde pública, não um crime. Se o prefeito discorda, por que não devolveu? Teve quatro para fazer isso. Quanto ao Hospital de Campanha do Riocentro, os R$ 10.019.537,74 foram os gastos de um único contrato sem licitação, e refere-se apenas à montagem de divisórias, poucas outras coisas. É só a 'casca' de uma estrutura provisória, que para estar funcionando para valer, chegando todos os materiais comprados, custará mais de 10 vezes esse valor.
Vereador, não confie o finalzinho do seu discreto mandato nas suas contas, vai perdê-lo! Por fim, não fica bem para alguém que começou na vida pública atrás da gente, perder a compostura em acusações de baixo nível e mentirosas. Pega mal! Vivo do meu salário e moro de aluguel, e não é na Avenida Sernambetiba e nem na Barra. Não tem luxo, mas capricho sim, mas você não terá convite para ver pessoalmente". 

Tá um 'barata voa' no estado

No relatório do Ministério Público Federal consta que a aeronave prefixo PR-MFA, adquirida pela Atrio Rio, em 2012, pelo valor de R$ 1.030.380, serviu para os ex-presidentes da Alerj Paulo Melo e Jorge Picciani e familiares voarem pelos céus do estado. 

Calendário escolar na pandemia

O vereador Célio Lupparelli (DEM) enviou ofício para a Secretaria Municipal de Educação questionando que estratégias estão sendo planejadas para a reorganização do calendário escolar 2020 em tempos de pandemia. Não existe aula regular online. Nem todos os alunos têm acesso à internet, o que dificulta a participação dos estudantes em plataforma digital. 

PICADINHO

Projeto Todos Contra a Fome, idealizado pela Multifast, faz entrega hoje (23) de 160 cesta básicas para moradores das comunidades na Cidade de Deus.

Centro Universitário IBMR liberou mais de 100 cursos gratuitos, na sua plataforma online. Entre os assuntos, estão: educação, direito, tecnologia, negócios, saúde, turismo e hospitalidade, comunicação.

Prefeitura de Nova Iguaçu prorroga restrição ao Calçadão da Avenida Governador Amaral Peixoto até o dia 27. 

Comentários