Arolde de OliveiraDivulgação
Por Sidney Rezende
Publicado 23/06/2020 06:00
O inquérito que investiga o financiamento de atos antidemocráticos, que pedem o fechamento do Congresso e do STF e a intervenção militar, que está sob o comando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, alcançou um único senador: Arolde de Oliveira (PSD/RJ). O ministro determinou a quebra do sigilo fiscal de Arolde e mais 10 parlamentares que integram a base bolsonarista no Congresso Nacional.
O senador de 83 anos é um veterano. Ele conquistou 9 mandatos consecutivos como deputado federal. Seus votos são originários, basicamente, do eleitorado evangélico. Ele e sua família são donos de rádio, gravadora e comandam o Grupo MK de Comunicação. No ano passado, teve o seu nome envolvido na investigação sobre o assassinato a tiros de Anderson do Carmo, então marido da deputada federal pelo PSD Flordelis, em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Investigações da polícia mostraram que horas após o crime, o aparelho celular de Anderson conectou na rede wifi da casa do senador Arolde de Oliveira, na Barra da Tijuca. Nessa conexão, o chip original foi trocado por um em nome de Yvelise de Oliveira, esposa de Arolde. Um ano depois, Arolde volta ao noticiário. A suspeita, desta vez, é que o senador possa ter financiado disparos de mensagens por whatsapp durante a campanha eleitoral de 2019.
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No seu livro “Deus quis – Eleições na era digital”, lançado após o pleito, ele conta como planejou e executou a campanha eleitoral de 2018, que o levou ao Senado Federal. Através de contextualizações política, social e tecnológica, o político mostra ao leitor o porquê da opção pelo uso das redes sociais como principal meio de comunicação de sua candidatura. Ele conta como cada ação digital foi montada e executada, resultando nos 2.382.265 votos (17,06%). No material de divulgação consta que "era claro que os limitadíssimos recursos não permitiriam fazer uma campanha analógica, de rua, e achar que íamos ter dois ou três milhões de votos. Precisaríamos fazer o que ninguém nunca fez. Resultados extraordinários com recursos limitados só acontecem com uma estratégia inovadora". Na última sexta-feira (19), Arolde de Oliveira presidiu reunião virtual com a Executiva do seu partido e explicou que "está tranquilo" e que, sobre as atuais investigações, tudo será esclarecido quando ele apresentar sua defesa. 
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