Pessoas em situação de rua dormem sob viaduto na Avenida Brasil, na Zona Norte do Rio.Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Publicado 27/07/2021 05:00
Quem circula pelas ruas do Rio de Janeiro já nota que aumentou muito o número de pedintes. Muitos deles, há tempos, são os que o ministro Paulo Guedes chama de "invisíveis" aos olhos do Estado. A pandemia, a falta de empregos e as consequências da crise econômica só agravam o drama social. Até por isso, a Câmara de Vereadores precisa retomar os trabalhos da Frente Parlamentar Contra a Fome e a Miséria no Município do Rio de Janeiro. O presidente Dr. Marcos Paulo comandou uma produtiva reunião em junho, mas precisa acelerar ações práticas. Na ocasião, ele ressaltou que "at axa de desemprego no Estado do Rio mais que dobrou entre 2012 e 2020, e o número de desempregados já chega a 1,5 milhão, segundo o IBGE, no Estado do Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro é o estado com o maior número de desempregados no Sudeste e o quarto maior do país, ficando atrás apenas de Bahia, Alagoas e Sergipe, e a pandemia da Covid-19 potencializou o que já era extremamente difícil, extremamente grave", disse.

DIRETO AO PONTO
A fala do presidente da Frente Parlamentar teve ressonância entre os membros do legislativo municipal. Marcos Paulo ressalta que "o impacto da crise sanitária piorou a deterioração econômica da região, e hoje, segundo a FGV Social, o número de pobres no estado chega a uma média de 1,7 milhão, um aumento de 745 mil pessoas, se comparado com os números de antes da pandemia. A cesta básica no Rio de Janeiro custa R$ 629,63 – é a mais cara do país. Novas parcelas do auxílio pago pelo Governo Federal variam de R$ 150 a R$ 375, dependendo do tamanho da família. A Prefeitura e o Governo do estado têm auxílios próprios, mas nenhum deles chega ao valor da cesta básica aqui no estado. O censo da população em situação de rua, feito pela Prefeitura do Rio em outubro de 2020, mostrou que a cidade possui um total de 7.272 pessoas vivendo nas ruas, sendo 5.469 encontradas efetivamente nas ruas e outras 1.803 em condição de acolhimento institucional. Em muitos desses casos, essas pessoas não fazem nenhuma refeição por dia. Com a pandemia do novo coronavírus, milhares de mortes diárias levaram ao grande impacto econômico e social e fizeram com que a fome se alastrasse ainda mais pelo país. A pesquisa do Data Favela apontou que quase sete em cada 10 pessoas, ou seja, 68% das pessoas que vivem nas comunidades tiveram piora em sua alimentação em 2021. A média de refeições diárias nesses locais é de menos de duas – 1,9. E 68% dos moradores afirmam que, ao longo de 15 dias, em ao menos um dia faltou dinheiro para comprar comida", conclui. 
Tributo à Iemanjá
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Uma iniciativa da vereadora Thaís Ferreira (PSOL) passou quase sem repercussão na Câmara Municipal do Rio, mas retoma o debate sobre a importância do respeito à cultura afro-brasileira. Trata-se do tombamento por interesse histórico e turístico e, agora, como patrimônio imaterial da cidade do Rio de Janeiro a festa-presente de Iemanjá, realizada em 2 de fevereiro. 
Lazer, cultura, educação e saúde
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O presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, apresenta hoje (27) ao prefeito Eduardo Paes a requalificação do edifício onde está localizado o Teatro Sesc Ginástico, no Centro do Rio. O projeto, com inauguração prevista para 2023, tornará o local um centro de lazer, cultura, educação, saúde e assistência com 12 mil metros de área construída. 
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