Por ADRIANA CRUZ

Rio - O inspetor Sérgio Romão Baptista foi punido com 20 dias de suspensão porque se recursou fazer um registro de ocorrência de furto de carro quando estava lotado na 37ª DP (Ilha do Governador). O agente alegou que o fato havia ocorrido em outra área. Portanto, o caso não poderia ser registrado na unidade e a vítima que usasse a internet para a comunicação. Pois é, a lesada partiu mesmo, mas para as redes sociais. Protestou tanto no Facebook que a decisão do agente virou uma Sindicância Administrativa Disciplinar na Corregedoria Interna da Polícia Civil.

E, o corregedor Gilson Emiliano optou pela punição, como foi publicado no Boletim Interno do órgão. Que o caso sirva de lição para outros agentes. A pessoa que sofre qualquer violência já chega na delegacia fragilizada. Não pode ser novamente maltratada. Não há nada que impeça o registro em uma unidade longe do local do crime. E mais: a falta de comunicação à polícia gera subnotificação nos dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).

Perda salarial

A suspensão do agente acarreta em perda salarial. Afinal de contas, o policial é um servidor público que no fim das contas presta serviço à sociedade. Sabemos das dificuldades que a categoria enfrenta, mas a população está no mesmo barco e o cidadão merece respeito.

 

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