Rita Cortez, presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros - divulgação
Rita Cortez, presidente do Instituto dos Advogados Brasileirosdivulgação
Por ADRIANA CRUZ

Rio - A mobilização de deputados e senadores nos bastidores para acabar com a Justiça do Trabalho já encontra reações.  O Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) e o Tribunal Regional Federal da 2ª Região promovem quinta-feira, das 9h às 12h30, no Centro Cultural Justiça Federal, o evento 'Justiça do Trabalho e Justiça Federal juntas?', para discutir a unificação dos dois segmentos. O IAB está produzindo um parecer jurídico sobre a questão.

Com a palavra - Rita Cortez, presidente do IAB

Quais as chances da união da Justiça do Trabalho e Federal?

Ainda não há projeto de emenda constitucional. Mas a união desses dois segmentos está muito comentada nos bastidores do Congresso Nacional.

Quais os efeitos de uma mudança como essa?

Seria uma mudança muito radical. Mas essa ideia não é nova. Quando houve a Emenda Constitucional 45 sobre a reforma do judiciário já houve essa proposta com os argumentos de que a justiça do Trabalho é onerosa, tem muitos processos e é favorável ao empregado. Isso tudo é uma falácia.

Qual a opinião da senhora a respeito da unificação?

Sou contra. Em decorrência das relações de trabalho, a Justiça Trabalhista ajuda a executar dívidas de encargos com a União. É uma justiça especializada extremamente importante para a pacificação entre empregados e trabalhadores. Aniquilar esse segmento será desastroso para o capital.

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