Ex-governador Sérgio Cabral - Rodrigo Felix Leal
Ex-governador Sérgio CabralRodrigo Felix Leal
Por ADRIANA CRUZ

Rio - O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-governador Sérgio Cabral pela 25ª vez à Justiça Federal. Agora, as investigações apontam que o político recebeu R$ 78,9 milhões da Odebrecht. A propina teria sido cobrada em obras do PAC do Alemão, Arco Metropolitano, Maracanã e metrô do Rio. 

Na lista de denunciados estão ainda o ex-secretário de Estado Wilson Carlos; o ex-secretário de Obras Hudson Braga; o ex-assessor da Secretaria de Obras do Rio, Wagner Jordão; e o diretor da Riotrilhos Heitor Lopes por crimes de corrupção passiva. 

A denúncia tem como base as investigações realizadas pelas operações Calicute, Eficiência e Tolypeutes, além de colaboração premiada de executivos da Odebrecht no Supremo Tribunal Federal (STF), acordos de  leniência das empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia e doleiros que operavam para Cabral.

Em 2007, quando assumiu o Palácio Guanabara, Cabral e Wilson Carlos solicitaram à Odebrecht o pagamento de uma mesada de R$ 1 milhão. De início, Cabral e Wilson Carlos pediram 5% do valor dos contratos negociado com a Odebrecht. Assim, foi efetivamente pago o valor de R$ 8.596.800,00 pelas obras do PAC Favelas – Alemão e Arco Metropolitano; R$ 8,5 milhões pela reforma do Maracanã; e R$ 59,2 milhões pelas obras da Linha 4 do metrô.

Durante as investigações foi identificado o pagamento de R$ 1.428.000,00 a Hudson Braga, com a aprovação de Cabral e a participação de Wilson Carlos e Wagner Jordão, a título de "taxa de oxigênio". O valor corresponde a 1% do pago pelas obras do PAC Favelas – Alemão e Arco Metropolitano, distribuído em parcelas mensais para “oxigenar” a estrutura da Secretaria de Obras.

Heitor Lopes é acusado de receber R$ 1,2 milhão, o equivalente a 0,125% dos pagamentos recebidos pela Odebrecht pelas obras da linha 4 do metrô. As licitações eram um jogo de cartas marcadas.  Os pagamentos eram realizados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. Nas planilhas de registro da empreiteira, Cabral era identificado com o codinome Proximus.

 

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