Desembargadores do TRF-2 julgam ex-caciques do MDB acusados de corrupção - Adriana Cruz / Agência O DIA
Desembargadores do TRF-2 julgam ex-caciques do MDB acusados de corrupçãoAdriana Cruz / Agência O DIA
Por ADRIANA CRUZ

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) começou, agora há pouco, a julgar os ex-caciques do MDB na Assembleia Legislativa (Alerj), presos na Operação Cadeia Velha, em 2017. O desembargador Paulo Espírito Santos chegou 31 minutos após o horário marcado iniciando a sessão com com atraso.

Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi são acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de montar esquema de propina para favorecer empresas de transportes e a Odebrecht. Eles respondem pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Além de Paulo Espírito Santo, os ex-parlamentares vão ser julgados pelos desembargadores Abel Gomes, Ivan Athié, Paulo Espirito Santo, Simone Schreiber, Messod Azulay e Marcello Granado, da 1ª Seção Especializada.

Mesmo sem foro privilegiado, o julgamento dos ex-caciques foi mantido na Corte porque a prova do processo ficou pronta antes do trio ficar sem mandato, portanto, por economia processual, o caso não foi enviado à primeira instância.

A leitura do relatório foi dispensada e a sessão começou com a sustentação oral dos procuradores da República Andréa Bayão e Carlos Aguiar. Cada advogado dos réus vai ter uma hora para a defesa. De acordo com o MPF, a antiga cúpula da Alerj cometeu corrupção e lavagem de dinheiro de forma reiterada, por três décadas, e usou cargos da Alerj no comando da organização criminosa ao lado do ex-governador Sergio Cabral.

Presos em Bangu 8, Melo e Albertassi optaram por não acompanhar, assim como Picciani, que cumpre prisão domiciliar.

Por volta das 15h10, Rafael Piro, advogado de Picciani, começou a fazer a defesa de seu cliente.

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