Os condomínios devem estar preparados para atender os idosos com rampas de acesso, corrimãos, elevadores e piso antiderrapante nas áreas comuns, além de ambientes bem iluminados - Freepik
Os condomínios devem estar preparados para atender os idosos com rampas de acesso, corrimãos, elevadores e piso antiderrapante nas áreas comuns, além de ambientes bem iluminadosFreepik
Por Cristiane Campos
No Dia do Idoso, a coluna traz uma reflexão sobre a relação da Terceira Idade (pessoas com 60 anos ou mais) e os condomínios. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), das 204,9 milhões de pessoas existentes no país, 14,3% delas têm acima de 60 anos. Para que o idoso de hoje e o do futuro tenham qualidade de vida, é preciso garantir direitos em questões como saúde, trabalho, assistência social, educação, cultura, esporte, habitação e meios de transporte.

Com relação à habitação, muitos avanços já foram feitos e é preciso que o setor continue pensando em soluções para o bem-estar dessa população. Atualmente, construtoras e incorporadoras estão investindo cada vez mais em empreendimentos com ambientes acessíveis e planejados para todas as necessidades da Terceira Idade. Rodolfo Gaboardi, fundador da administradora de condomínios Gaboardi & Gomes, ressalta que é importante oferecer condições seguras para os idosos, sendo moradores ou não. "Todo condomínio deve disponibilizar rampas de acesso, corrimãos, elevadores e piso antiderrapante nas áreas comuns. Além disso, os ambientes não podem ser mal iluminados ou estar com luzes queimadas, pois pode acontecer de estar escuro e o idoso cair, por exemplo", explica Gaboardi.

O empresário destaca também a importância de o condomínio ter funcionários capacitados para realizar procedimentos de primeiros socorros e, também, atenciosos que consigam ter paciência para lidar com o público mais velho. Gaboardi ressalta ainda que não é de responsabilidade dos outros condôminos, mas sempre é bom que o idoso, caso more sozinho, tenha alguém de confiança no prédio.

"Sempre deixo claro, para os síndicos dos condomínios que atendo, para caso haja pessoas acima de 60 anos morando, que eles tenham todos os dados possíveis do morador, como telefone dos filhos, dados do plano de saúde, entre outros e, também, tentar descobrir limitações e possíveis doenças para melhor agir em caso de emergências", orienta.
Reformas em instituições de apoio a idosos
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O olhar atento do mercado para a Terceira Idade também pode ser visto em iniciativas sociais. A construtora Ekko Group, por exemplo, criou a Ekko ONG para promover reformas em instituições de apoio a idosos e crianças carentes. "Queremos construir um ecossistema que possa contribuir para a transformação da sociedade como um todo. Isso significa promover a transformação daqueles que fizeram muito por nós no passado e por aqueles que farão no futuro", afirma Diego Dias, CEO da Ekko. A ação faz parte do novo posicionamento da empresa. Com um VGV (Vendas Geral de Vendas) de lançamentos em curva ascendente, a Ekko se prepara para entrar em novas linhas de negócios nos próximos meses.