Para ser síndico não é preciso ter formação específica e nem é necessário morar no condomínio - Freepik
Para ser síndico não é preciso ter formação específica e nem é necessário morar no condomínioFreepik
Por Cristiane Campos
Hoje é comemorado o Dia do Síndico e a coluna não poderia deixar de prestar uma homenagem a esse profissional tão especial que atua na linha de frente dos condomínios, defendendo o patrimônio de cada um de nós. Seja qual for a sua motivação para se tornar síndico, o importante é estar preparado e sempre atualizado, pois as mudanças na vida condominial são constantes, ou seja, é como se estivesse administrando uma empresa, só que neste caso, sem fins lucrativos. Para atuar na profissão não é necessário formação específica, mas sim muita disposição, jogo de cintura, estar atento à legislação e saber reduzir custos.
Segundo Leonardo Boz, co-fundador e COO da LAR.app, administradora de condomínios virtual, a profissão de síndico é uma tendência atualmente, diferente do que muita gente pensa. "Hoje, é plenamente possível conseguir uma boa renda exercendo esse cargo. Em tempos de crise econômica, profissionalizar-se como síndico pode ser uma alternativa para quem perdeu o emprego ou está com dificuldade de se recolocar no mercado de trabalho novamente", conta Leonardo.
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É preciso ser eleito em assembleia
Rafael Lauand, CEO e co-fundador da LAR.app, lembra que muitos são os questionamentos: O síndico precisa residir no condomínio? Um inquilino pode ser síndico? De acordo com o Código Civil (artigo 1.347), o síndico de um condomínio deve ser eleito em uma assembleia, podendo ou não ser um condômino. A mesma cláusula ainda define que o prazo para o exercício da função não pode superar um mandato de dois anos. Entretanto, a pessoa poderá ser reeleita conforme desejo dos moradores por tempo indeterminado. O mesmo Código Civil ainda determina que qualquer pessoa (física ou jurídica) pode ser síndico de um condomínio.

"Dessa maneira, essa definição permite que qualquer pessoa possa assumir a função, ou seja, sem precisar morar na comunidade. Esse mesmo detalhe, inclusive, possibilitou a disseminação cada vez maior da profissionalização do síndico, que pode atuar em diferentes empreendimentos ao mesmo tempo", explica Rafael. O executivo ressalta ainda que assumir o papel de síndico é um grande desafio por conta do considerável número de responsabilidades. "Ao assumir o cargo, o profissional ficará encarregado de gerenciar funcionários, assembleias, atender os condôminos, lidar com questões administrativas, financeiras, manutenções e ficar responsável pela valorização do patrimônio. Um dos principais conselhos é ficar rodeado de empresas de confiança e de fornecedores que realmente ajudem em sua rotina. E aí, preparado?" orienta Rafael.
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Jornalista vira síndica profissional
A jornalista Karina Nappi viu sua carreira tomar outro rumo quando foi demitida do jornal que trabalhava, em 2011. Com graduação pela Faculdade Presbiteriana Mackenzie, a jornalista se mudou para Salvador para trabalhar em um veículo de comunicação. Mas, devido à crise na época, a empresa resolveu suspender a expansão para a cidade e a ela acabou ficando sem trabalho. Foi então que ela recebeu uma oportunidade, até então inusitada no mercado imobiliário, e a jornalista deu lugar à síndica.

"Muitas coisas me levaram a trilhar esse rumo em minha vida profissional. Diferente do que muita gente pensa, é possível ganhar um bom salário exercendo a profissão de síndico. Vivemos um novo momento em várias profissões, dentre elas, esse cargo que exerço hoje com muito orgulho", relembra Karina, que é síndica em um dos condomínios administrados pela LAR.app.