Administradora oferece carro compartilhado em projeto-piloto nos condomíniosDivugalção
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Publicado 17/12/2020 17:16
Os condomínios Etage, em Botafogo, e o Union Suítes, na Barra da Tijuca, contam agora com serviço de aluguel de carros compartilhados. Funciona assim: os condôminos pagam apenas por hora de uso, em vez de diárias, como ocorre nas locadoras tradicionais. O projeto está sendo implantado pela Apsa, em parceria com a startup mineira Use Car GO. O objetivo é oferecer um automóvel para resolver pequenas necessidades do dia a dia, com poucas horas de uso, como ir ao mercado ou a um médico. O morador interessado em utilizar o carro, que ficará dentro do condomínio, agenda o serviço por um aplicativo de smartphone.

Nesse primeiro momento, o serviço está sendo oferecido para moradores de 250 unidades, como projeto piloto, mas a ideia é levar a novidade a diversos condomínios do Rio. “Com a pandemia, muitas pessoas venderam os seus veículos. Mas agora evitam usar transporte público. E usar carro ao invés do transporte público - a fim de se evitar aglomerações e contatos diretos - tem sido uma das formas de se evitar a transmissão e o contágio pelo Covid-19. Como é a pessoa quem dirige, o custo é menor do que chamar um carro de aplicativo ou um táxi, além de aumentar a segurança individual”, explica Vanusa Vieira, coordenadora e gerente de Negócios de Condomínios da Apsa

Segundo Marco Antônio Ferreira, diretor de Operações da UseCar GO, a ideia é que mais adiante as pessoas possam ainda ter pontos de entrega em outros locais da cidade, como em aeroportos, não precisando ser um deslocamento de ida e volta para o condomínio apenas. “A pessoa vai poder pegar o carro para ir ao trabalho, por exemplo. É um aproveitamento muito melhor do veículo. Muitos passam o dia em estacionamentos pagos, enquanto os proprietários trabalham. Traz custo de garagem para o dono e ele arca sozinho com tudo: IPVA, manutenção, seguros. No compartilhamento, estes custos são diluídos por todos os usuários. E ninguém precisa pagar um motorista, como nos aplicativos como o Uber”, explica Ferreira.
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